Vem aí a Flip 2019: 17ª edição do principal evento literário no Brasil

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Começa na próxima
quarta-feira, dia 10 de julho, a Flip 2019 – a 17ª edição da
tradicional FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATI, que já é considerado
o principal evento internacional dedicado à literatura no Brasil.

A 17ª edição da Flip acontece
entre 10 e 14 de julho, e o evento vai homenagear Euclides da Cunha (1866-1909)
que por meio de sua obra representa tudo que a Flip vem retratando ao longo de
sua existência:  artes e linguagem.

Cada edição presta
homenagem a um autor brasileiro e reúne um vigoroso time de escritores, de
diferentes origens e perspectivas, para se encontrar com o público. Naturalmente
a dimensão das letras extrapola os limites do papel e invade a arquitetura,
design, cenografia, urbanismo entre outras formas de expressão.

O encontro da
literatura em Paraty este ano conta com a curadoria de Fernanda Diamant,
é uma das editoras da revista literária “Quatro cinco um” e traz como
principais atrações a escritora americana Kristen Roupenian, autora do conto
“Cat Person” e a professora emérita de teoria literária e literatura
comparada da Universidade de São Paulo (USP) Walnice Nogueira Galvão,
especialista em Euclides da Cunha e Guimarães Rosa.

A abertura oficial da
17ª Festa Literária Internacional de Paraty será às 19h00 da quarta-feira (10/07)
com a mesa de abertura “Canudos”, e contará com a presença de Walnice
Nogueira Galvão, crítica de literatura brasileira e professora emérita
aposentada
pela FFLCH-USP. 

Na sequência, a
programação conta com o espetáculo “Mutação de apoteose”, inspirado em um
trecho de “A terra”, primeira parte de Os sertões, de Euclides da Cunha, a
partir das 20h. A apresentação, realizada pela Universidade Antropófaga com
direção artística da atriz Camila Mota, foi criada a partir das canções
compostas para as montagens da obra do Autor Homenageado da Flip 2019 feitas
pelo Teatro Oficina no começo dos anos 2000.

O elenco contará com
crianças e jovens de Paraty que vão participar de oficinas de teatro e música
no período pré-Flip, como parte das ações de permanência do Programa Educativo
da Festa Literária.

Na quinta-feira (11/07),
às 22h, acontece, no Auditório da Praça, a exibição do filme 
“Deus
e o diabo na terra do sol
” (1964), de Glauber
Rocha
. Filmado em Monte Santo, na Bahia – referência geográfica e religiosa
da região de Canudos e do livro de Euclides da Cunha, 
Os
sertões
 -, o longa-metragem foi
um marco do Cinema Novo e da chamada “Estética da fome”. Lançado há mais de
cinquenta anos, permanece como bússola do cinema e da interpretação crítica do
país. A obra cinematográfica será exibida na íntegra com legendas em inglês.

Entre os demais
destaques da programação deste ano, estão também o angolano Kalaf Epalanga,
autor de “Também os brancos sabem dançar” e integrante da banda de
kuduro Buraka Som Sistema; a escritora canadense Sheila Heti, autora do
romance “Maternidade” e considerada um dos principais nomes da
literatura em língua inglesa contemporânea; além da escritora, psicóloga e
artista portuguesa Grada Kilomba, autora de “Memórias da plantação:
Episódios do racismo cotidiano” e militante do feminismo negro, entre outros
escritores de diversos países.

A FLIP foi
lançada em 2003 como “Festival Literário”, mas sofreu diversas
modificações já na segunda edição, quando teve seu nome mudado para o atual
– FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATI, além de sua duração, que
passou para cinco dias (eram apenas 3 dias). Apesar do nome da cidade ser
PARATY, a FLIP utiliza o nome “Parati” (com o “i” e não com
“y”) para realçar que a Festa é “Parati”, ou seja,
“Para Você”.

A ideia de reunir escritores e público surgiu de um desejo de promover, fora do eixo das grandes capitais uma experiência de encontro permeada pelas artes. Desde 2003, quando estreou em um espaço improvisado com pouco mais que vinte autores convidados, a Flip se conectou à bela e histórica Paraty. Pioneira em ocupar os espaços públicos com cultura, a Flip é um momento importante para o debate de ideias e um ponto de encontro de toda a diversidade.

Desde sua primeira
edição, a Festa vem crescendo, seja com relação ao número e expressão de escritores
e editoras convidadas, seja no número de visitantes. A Festa é organizada pela
Associação Casa Azul e a idéia de promover a FLIP nasceu em parceria com a
editora inglesa Liz Calder, inspirada em eventos similares, realizados em
cidades pequenas.

A Casa Azul é uma
organização da sociedade civil de interesse público que desenvolve projetos nas
áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Desde as primeiras ações,
há mais de vinte anos, vem desenvolvendo uma metodologia de leitura territorial
capaz de potencializar importantes transformações no território. Em Paraty,
onde a associação se originou, esse processo levou à realização de ações de
permanência, com projetos como a Flip, a Biblioteca Casa Azul e o Museu do
Território de Paraty, entre outros.

Em Paraty, onde a
associação se originou, esse processo levou à realização de ações de
permanência, com projetos como a Flip, a Biblioteca Casa Azul e o Museu do
Território de Paraty, entre outros. A programação da Flip é realizada por meio
da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo
Federal. 

Mais informações
em: https://www.flip.org.br/

Confira a programação
completa em: https://www.flip.org.br/agenda/

Confira a relação dos
autores em:
https://www.flip.org.br/autores-2019/