A difícil tarefa da fidelização

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O surgimento dos novos perfis de consumidor exige intransigentemente do mercado uma adaptação de conteúdo, ofertas e crédito específicos. Os jovens emergentes, das gerações Y e Z, têm um perfil completamente novo: interativo, conectado, antenado, exigente e questionador, entre tantos outros adjetivos cabíveis. Tantos atributos requerem um novo posicionamento das empresas a favor desses novos consumidores.

 

Para fidelizar um cliente as empresas não têm outra escolha, a não ser entrar na incessante e incansável rotina de comunicação intensa e assertiva com seu público, opina Adriano Gomes, professor do curso de administração da ESPM. “Fidelização dos jovens Y e Z é nada mais do que sua conquista diária. É muito difícil alguém ser fiel á uma marca à medida que é constantemente bombardeado por propagandas tão convidativas, de tantas outras marcas”, complementa o professor.

 

Não há como opinar se estas emergências de consumo são boas ou ruins. Antes, cabe às empresas se adaptarem para atender a estas exigências e não o contrário, reforça o professor. Segundo ele, a principal alteração que se dá, é o meio de compra, crédito e cobrança: a internet. “Nem todos os métodos devem ser suprimidos. Os modos tradicionais como boletos, carnês, análise de crédito, dentre outros, devem permanecer. O que muda de fato é o meio. Esta nova classe de consumos, predominantemente realizará suas transações financeiras por meio da internet”, frisa.

 

Ainda sobre as questões de cobrança, Gomes destaca a perspicácia dos jovens em pesquisar e obter conhecimentos sobre as formas de como defender seus direitos mediante às empresas que às vezes,  extrapolam os limites da lei, ao cobrá-los de maneira indevida. “Para as empresas que já estão antenadas e conectadas com essa nova geração, vale fortalecer a comunicação, para que assim identifiquem e atendam as necessidades desse novo público. Para aquelas que ainda não, a dica é: inicie o quanto antes esse processo de captação e satisfação desses jovens promissores”, complementa e finaliza o professor.