Abac aponta o perfil dos consorciados

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A quarta pesquisa realizada pela ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, por intermédio da Quorum Brasil, revelou que brasileiro está mais consciente quando pretende adquirir bens ou serviços, decidindo, em razão de sua necessidade, pelo consórcio. O mecanismo, que é uma forma de poupança planejada, com custos menores e com objetivo de compra definido, tem sido utilizado para realização de sonhos de consumo além de possibilitar a formação de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial.
Com projeção entre 7% e 9% para crescimento nas vendas de novas cotas para este ano, a associação buscou, nesse estudo, obter um cenário de participação das classes sociais, além de gênero e faixas etárias mais presentes. Foram entrevistados mais de mil consorciados,destes 51% contemplados e 49% não contemplados, nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Goiânia e Belém, além de amostragem de clientes em potencial. “O levantamento registrou que quase 90% dos participantes do Sistema entendem o consórcio como um bem de futuro”, frisa Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.
Quando comparados, os resultados de 2012 sobre os de 2006, ano da primeira pesquisa, constatou-se aumento de 108,3% na presença da Classe C no setor de automóveis. Enquanto nos consórcios de imóveis, a ampliação foi de 62,5%,nos de motocicletas atingiu 42,9% e nos de eletroeletrônicos o acréscimo foi de 41,0%. No setor de caminhões, registrou-se retração de 9,0%.
O levantamento apontou também a crescente participação dos jovens de 20 e 29 anos nos consórcios em três dos cinco setores de bens duráveis analisados, quando relacionados os porcentuais de 2012 x 2006. A maior alta foi anotada nos de automóveis, com 140%. Nos imóveis, o aumento chegou a 50%, e nos eletroeletrônicos a diferença atingiu 46,7%. Apenas os setores de motocicletas e de caminhões mostraram retrações de 27,1% e 45,5%, respectivamente.
Outro aspecto importante destacado na foi a presença feminina que, de 2006 para 2012, foi aumentando gradativamente chegando a 155% no setor de eletroeletrônicos. Em segundo lugar, o setor de motocicletas com 63,6%, 45,8% em imóveis, e 35,7% em caminhões. Entre os consorciados de automóveis, a participação feminina retraiu-se em 6,8%.
Consórcio de Serviços:
Em virtude dos consórcios de serviços terem sido autorizados somente em
2009, por ocasião da entrada em vigor da Lei 11.795, a comparação, baseada na pesquisa da Quorum Brasil, só pode ser feita na relação 2012 x 2010, diferentemente dos setores de bens, cuja relação incluiu quatro pesquisas em seis anos. Neste cenário, a participação feminina cresceu 20,4% e a presença dos jovens se ampliou em 22,7%, enquanto a Classe C mostrou queda de 54,2%, “possivelmente pela migração para a Classe B e da classe B para a A”, pontuou Rossi.
Quando questionados sobre “o que vem à sua cabeça quando se diz a palavra CONSÓRCIO”, 91% dos entrevistados fizeram citações positivas em 2012, 46,8% maior que os 62% de citações feitas em 2006.Entre as citações positivas mais freqüentes sobre o mecanismo em geral, as três que se destacaram foram “investimento a longo prazo” com 31%, “poupança a longo prazo” com 15% e “financiamento sem juros, mais barato”com 7%, somando 53% do total.