Alívio ou apreensão?

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Recentemente, o Banco Central anunciou um novo conjunto de medidas, para injetar dinheiro na economia brasileira. Com as ações da autarquia federal, diversos setores devem ser impactados. No que diz respeito aos financiamentos dos imóveis, por exemplo, a burocracia deve diminuir, de acordo com Marcos Crivelaro, professor de matemática financeira da Fiap. “Bancos vão poder emitir novo tipo de título, que será isento de imposto de renda, para captar mais recursos e emprestar para financiamento da compra de imóveis. Essas medidas diminuirão às reclamações pertinentes aos aspectos burocráticos de contratação e tornando valores mais disponíveis com taxas menores”, explica.
As medidas são importantes para o avanço da carteira de crédito, que atualmente está abaixo dos outros países, segundo Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi. “Essas medidas para o crédito imobiliário além de ter simplificação jurídica, cria condições de ter mais recursos, inclusive do exterior, o que facilita você ter oferta de recursos abundantes para essa carteira e o fortalecimento de garantias também vem ajudar o produto a cada vez mais ser mais bem colocado”, afirma. A concessão de crédito consignado para funcionários do setor privado também é uma das medidas anunciada pela autarquia. De acordo com Tingas, essa modalidade tem sido um fundo importante para as famílias se beneficiarem e muito utilizado, portanto a mudança deve ajudar a modalidade a crescer ainda mais. “A ideia é fazer com que haja melhor condição de fluxo e de garantia dessa modalidade e isso pode realmente facilitar o processo de tomada de crédito”, comenta.
Entretanto, com a ampliação da oferta de crédito, entra em pauta a questão da inadimplência. Enquanto alguns especialistas acreditam que o incentivo ao crédito pode ser um risco, outros acreditam que as medidas do Banco Central não terão interferências. Segundo Cristina Helena de Mello, professora de economia da PUC-SP, o crédito mais barato é uma tentação e nem sempre é utilizado de forma correta pelos consumidores. “Muitas famílias e empresas poderiam aproveitar o aumento na oferta de crédito para fazer um swap de dívida. Se a oferta de crédito for direcionada para a negociação de dívidas, espera-se uma redução na inadimplência. Mas, se a oferta de crédito for utilizada para financiar novos gastos e comprometer o grau de endividamento e orçamentos familiares, esperamos um aumento na inadimplência”, pontua. Já Tingas não vê nenhuma interferência. “A inadimplência está muito mais ligada, hoje, a questão de capacidade de pagamento das famílias. Independe das medidas. Não é porque as medidas ampliam o crédito que amplia a inadimplência. Não é uma correlação direta”, explica.

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