As empresas estão preparadas para atendê-los?

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A cada ano as pessoas estão vivendo mais e melhor. Estas mudanças demográficas abrem espaço para um novo nicho de mercado: a terceira idade economicamente ativa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisas, IBGE, apontam quem em dez anos, o número de pessoas entre 50 e 79 anos tende a aumentar consideravelmente, conforme os gráficos abaixo.

 

Pirâmide Etária da população brasileira em 2010


Fonte: IBGE

 

Estimativa para a Pirâmide Etária da população brasileira em 2020

 

Fonte: IBGE

 

Os dois gráficos demonstram que ao longo dos anos haverá alteração da Pirâmide Etária da população brasileira. “Essas mudanças mostram que a cada ano pessoas estão vivendo mais. Tais alterações abrem espaço para o um novo nicho de mercado, embora ainda bem pouco explorado pelas empresas”, explica Fernanda Della Rosa, assessora econômica da Fecomercio.

 

Dentre os setores que já despertaram interesse nesse segmento se destacam o turismo, produtos financeiros e fabricantes de cosméticos, afirma a economista. Mas, segundo ela, apenas algumas empresas estão preparadas para lidar com este novo público. “A terceira idade ainda não é o foco principal de atuação, mas, é importante considerá-los no planejamento de investimento de longo prazo”, evidencia.

 

Impulsionado pelo baixo índice de inadimplência, o crédito consignado para aposentado e pensionista do INSS apresentou grande crescimento nos últimos anos devido às baixas taxas de juros cobradas pelos bancos para esse segmento. Ao receber a aposentadoria/pensão o valor da parcela já é descontado do pagamento total, assim não existe inadimplência.

 

Somente no mês de abril as operações de crédito consignado realizadas por aposentados e pensionistas do INSS totalizaram R$ 2,556 bilhões (em valores nominais, sem considerar a inflação). O resultado apresentado foi 11,16% superior ao mesmo período do ano passado. “Porém, o que temos que considerar, é que o estreitamento da Pirâmide Etária nas faixas centrais pode provocar uma escassez de mão-de-obra e um maior déficit nas contas da Previdência no futuro”, alerta a economista.