Cautela nos negócios

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Em abril, houve queda de 12,3% na procura das empresas por crédito, na comparação com março de 2015, conforme apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Também houve recuo na relação com abril do ano passado: variação de -1,2%. Apesar da dupla retração, a demanda das empresas por crédito, no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, registra alta de 6,9% frente ao mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retração da procura empresarial por crédito reflete o atual quadro recessivo da economia brasileira, marcado por altas taxas de juros e baixo grau confiança de consumidores e empresários.
A maior queda na demanda das empresas por crédito em abril/15 ocorreu nas micro e pequenas empresas: variação de -12,5% perante março/15. Nas empresas médias, o recuo mensal foi de 8,7% em abril/15, ao passo que nas grandes empresas a retração foi de 7,5%.
No período acumulado de janeiro a abril de 2015, a elevação da busca por crédito ocorreu apenas nas micro e pequenas empresas, com alta de 8,4%. Já nas médias empresas o recuo interanual no primeiro quadrimestre foi de 14,2%, enquanto nas grandes empresas a queda foi de 7,7%.
Todos os setores econômicos registraram diminuição na demanda por crédito em abril/15. A maior delas ocorreu no setor de comércio, com variação negativa de 13,0% frente a março/15. No setor de serviços o recuo em abril/15 foi de 11,9%, e no setor industrial foi de 10,6%.
Em comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, o setor de serviços exibiu a maior elevação na demanda por crédito: 8,8% frente ao mesmo período do ano passado. Já no setor comercial a alta foi de 8,5% e a indústria teve retração interanual de 5,7% na demanda empresarial por crédito nos primeiros quatro meses de 2015.
A demanda empresarial por crédito em abril/15 caiu 23,1% na região Centro-Oeste; 16,5% no Sul; 16,1% no Sudeste; e 15,7% no Nordeste. Apenas na região Norte houve avanço na demanda empresarial por crédito no mês passado: alta de 9,0% frente a março/15.

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