Consórcios batem recorde

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Ao cravar a marca de 119 mil contemplados em outubro, os consórcios bateram recorde histórico dos últimos dez anos, segundo dados da assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. Complementados pela superação dos 6,04 milhões de participantes ativos e aumento de 35% nas vendas de novas cotas no décimo mês sobre as de julho, menor volume do ano, os indicadores voltaram a confirmar a retomada dos negócios e o interesse dos consumidores pelo mecanismo como forma planejada, simples e econômica de adquirir bens ou contratar serviços.
As contemplações, momentos quando consorciados têm a possibilidade de concretizar a compra de bens ou a contratação de serviços, impulsionam os diversos elos da cadeia produtiva. Com comportamento estável e viés de alta, registrou média mensal de 112,3 mil e atingiram o maior volume em outubro (119 mil), considerados os últimos dez anos. O acumulado em 2014 foi de 1,12 milhão (jan-out), 7,7% maior que as 1,04 milhão (jan-out) de 2013.
Paralelamente, o número de participantes ativos continuou aumentando, chegando aos 6,04 milhões, em outubro, 7,3% mais que as 5,63 milhões do mesmo mês no ano passado. Novamente um total nunca atingido anteriormente, resultado da confiança e da credibilidade do Sistema e do planejamento financeiro do consorciado.
Nos dez primeiros meses do ano, foram comercializadas 1,88 milhão de novas cotas (jan-out/2014), 10% menor que as 2,09 milhões acumuladas no mesmo período de 2013. No ano, as vendas registraram média mensal de 188 mil novas adesões, com pico em setembro de 219 mil. Ao comparar o total alcançado em outubro, 206,5 mil, em relação ao menor do ano, 152,1 mil, ocorrido em julho, observa-se um crescimento de 35,8%, confirmando a inversão de tendência negativa apontada no período pré e durante a Copa do Mundo.
Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “apesar de ainda vivenciarmos as consequências das retrações em vários indicadores, por conta das conhecidas razões anteriores e durante a Copa do Mundo, constatamos que a normalidade dos negócios, assinalada nos últimos três meses, já aponta crescimento sustentável e até recordes. Ficou claro ainda que os consumidores preferiram aguardar para aderir aos consórcios. Eles têm, em muitas oportunidades, decidido por avaliar custos e adotar o consumo consciente e responsável depois de análises e comparações, apoiado em planejamento pessoal ou familiar”.