Consórcios registram crescimento

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Apesar da crise internacional vivida ainda nos primeiros meses do ano passado, os consórcios de automóveis, motos e imóveis apresentaram crescimento. Os números de dezembro fecharam com uma evolução de 10,9% nas novas adesões, segundo Abac – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. O acumulado dos doze meses de 2009 foi de 1,98 milhão de cotas (recorde desde 2000) contra 1,78 milhão, totalizado em 2008. As contemplações, momento em que os consorciados de posse da carta de crédito podem adquirir os bens, acumularam 933,5 mil (jan-dez/2009) (recorde desde 1997), 13,8% a mais que as 820 mil (jan-dez/2008) do mesmo período um ano antes.

 

“Ao projetarmos um crescimento entre 6% e 8%, fomos conservadores em razão do momento vivido pelo país no último trimestre de 2008. Contudo, o consumidor brasileiro, estimulado e tendo analisado os vários mecanismos disponíveis para uma compra parcelada, buscou o sistema de consórcio, constatando que, mais que a aquisição de um bem ou serviço, estava a possível economia e a formação de um patrimônio pessoal ou familiar”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac.

 

O número de participantes ativos, incluindo veículos leves, veículos pesados, imóveis, eletroeletrônicos e serviços superou 3,80 milhões (recorde desde 2000), em dezembro de 2009, 4,7% a mais que os 3,63 milhões registrados no mesmo mês de 2008. Os ativos administrados do sistema de consórcios superaram R$ 79 bilhões, em 2009 (estimativa), 46,3% maior que o registrado em 2006. Somente os recebíveis cresceram 44,7 % em quatro anos. Saltaram de R$ 47 bilhões (2006) para R$ 68 bilhões (estimativa para 2009). As disponibilidades também apresentaram alta no mesmo período, 57,1%. Somavam R$ 7 bilhões em 2006 e estão estimados em R$ 11 bilhões, para o ano passado.

 

A retomada econômica, esperada para este ano, coloca o sistema de consórcios no cenário brasileiro como mecanismo para a consolidação dos diversos segmentos como a indústria, o comércio e a prestação de serviços. “A migração que vem ocorrendo entre as classes sociais, como a D transferindo-se para C e a C indo para B, numa expectativa de ampliar a qualidade de vida, permite projetarmos um crescimento nos consórcios. Por isso, para 2010 estimamos um aumento de 10% nas vendas de novas cotas, percentual duas vezes maior que o índice divulgado pelo governo para o PIB”, sinaliza o presidente executivo da ABAC.

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