Cooperativas paulistas mantêm juros baixos

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A queda de braço para a redução de juros e spreads bancários agita o mercado financeiro e aumenta a atenção dos correntistas na busca de melhores ofertas para o seu dinheiro. Nesse cenário, as cooperativas de crédito se tornam alternativas para os associados por oferecer juros mais baixos e ausência de taxas em alguns serviços.


A orientação do setor é manter a atenção para as variáveis oferecidas pelo mercado. A taxa de juros do cheque especial, por exemplo, pode variar de acordo com as aplicações ou serviços que o correntista mantém com o banco. “Eles deixaram um espaço de negociação muito grande, ao contrário do que ocorre com as cooperativas, que têm as melhores taxas para todos”, alerta Osvaldo Caproni, diretor do ramo crédito da Ocesp, Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo.


As cooperativas de crédito paulistas são conhecidas ainda pelo atendimento personalizado, mantendo a conversa direta com o associado. Enquanto nos bancos tradicionais o gerente faz uma análise geral da renda do correntista e oferece crédito até o limite da capacidade de pagamento, o gerente da cooperativa tem o papel de consultor financeiro do cooperado, auxiliando-o a estabelecer suas prioridades para conseguir resolver seus problemas. “Trabalhamos com associados que não têm nem conta em banco como o pequeno agricultor e os funcionários de outras cooperativas. Isso é muito difícil os grandes bancos fazerem”, informa Caproni.


Dados da Ocesp revelam que o ramo crédito registrou expansão de 40% no número de cooperados no último ano. Foram 618.262 cooperados em 2011 contra 442.848 associados em 2010. As cooperativas paulistas de crédito já administram R$ 10 bilhões de ativos financeiros e desfrutam de R$ 3,5 bilhões de Patrimônio Líquido. O setor detém 2% de participação no Sistema Financeiro Nacional e projeta aumentar sua participação para 10% até 2020.