Cresce número de famílias com dívidas

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O endividamento dos paulistanos cresceu em janeiro, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O número de famílias com dívidas avançou 12,1% na comparação anual. Em números absolutos, passou de um patamar de 1,751 milhão para 1,963 milhão.
Proporcionalmente, a taxa de endividamento na capital paulista cresceu 5,9 pontos porcentuais, de 48,8% para 54,7%. Trata-se, inclusive, do maior porcentual para o primeiro mês do ano desde 2007, quando foi apurado endividamento entre 57,9% das famílias. Segundo a área técnica da entidade, o acréscimo de 5,9 pontos porcentuais na proporção de famílias endividadas na cidade de São Paulo (212 mil) pode ter sido causado, entre outras razões, pela elevação dos índices inflacionários ao longo do ano, especialmente de alimentos, e pela desvalorização do real.
Apesar dessa elevação na taxa de endividadas, houve variações favoráveis para o mercado. A fatia de famílias paulistanas com contas em atraso, por exemplo, recuou de 15,3% para 14,8%. Também apresentou queda a parcela que informou não ter condições financeiras suficientes para honrar as dívidas: saindo de 5,5%, há um ano, para 4,7%, agora.
Prazos e tipos de dívida
O indicador da Fecomercio SP ainda revela que 40,1% das famílias endividadas possuem dívidas por mais de um ano, a contar da data desta pesquisa. Para 16,3% do total, a renda está comprometida com parcelas de empréstimos e financiamentos em períodos que variam de seis meses a um ano. Já para 22,3%, o endividamento existe entre três meses e meio ano. As demais (19,4%) têm dívidas que comprometerão o orçamento pelos próximos três meses ou menos.
O cartão de crédito continua sendo a principal fonte de dívida dos paulistanos. Mais de dois terços do total das famílias (69,5%) têm faturas para pagar. Em seguida estão os financiamentos de carro (19,6%), os carnês de crediário (17,1%), o crédito pessoal (10,6%), os financiamentos imobiliários (10,4%) e o cheque especial (5,4%). Para a entidade, o nível elevado de utilização de cartões de crédito é decorrente, em grande parte, pela expansão do consumo das classes C, D e E. Oferecidos ao público independentemente de vínculo com os bancos e sem necessidade de manter conta corrente, os cartões, hoje, possibilitam fácil parcelamento de compras no comércio em geral.