Cresce valor da cota do consórcio de autos

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As adesões aos grupos de consórcios de veículos leves, que incluem automóveis, utilitários e camionetas, mostraram que os consumidores optaram, em 66,92%, por carros com valores na faixa de preço entre R$ 25 mil e R$ 60 mil, de acordo com pesquisa feita pela assessoria econômica da Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, no primeiro semestre deste ano. O tíquete médio desse setor, verificado no mesmo período, confirmou o levantamento, visto que, enquanto em janeiro era de R$ 40,4 mil, em junho aumentou para R$ 43,8 mil, superior em 9,2%.  Os resultados mostraram também que 30,65% dos consorciados ativos têm contratos na faixa de até R$ 25 mil, e 2,43% com valores superiores a R$ 60 mil.

 

O presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, explica que há alguns anos, havia uma predominância de veículos populares no Sistema de Consórcios. “Mais recentemente, o consumidor, ao planejar a compra e considerar especialmente custos menores e parcelas mensais mais acessíveis aos orçamentos, em razão dos prazos de duração dos grupos, tem procurado fazer adesão com valores maiores, sinalizando up grade nos objetivos de compra, confirmando o mecanismo como melhor alternativa para atingi-los”, completa.

 

A pesquisa revelou também que, em junho, a maioria dos consorciados contemplados em veículos leves (44,75%) preferiu adquirir um seminovo, seguidos por 35,75% que optaram pelo bem de referência constante no contrato, 6,88% por outro veículo automotor (motocicleta, caminhão etc.). Os demais 12,63% preferiram aguardar outro momento para utilizar seus créditos.

 

Números gerais

Dados de junho da Abac registraram 4,99 milhões de participantes ativos no Sistema de Consórcios, sendo 1,74 milhão em veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) e 2,32 milhões em motocicletas e motonetas. Nos acumulados de contemplações, entre janeiro e junho deste ano, a participação nas vendas no mercado interno foi significativa. No setor de leves atingiu 14,2%, isto é, um automóvel em cada sete comercializados, enquanto no de motos chegou a 40,1%, praticamente uma a cada duas vendidas no país.