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Educar para renegociar

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Sempre que se observa o índice de renegociação aumentando, o primeiro pensamento é de comemoração, já que, aparentemente, mais pessoas estão dispostas a quitar as dívidas e limpar o nome. Entretanto, as coisas não são bem assim. Se as renegociações aumentam, é bem provável que o número da inadimplência também tenha aumentado exponencialmente, explica Marcela Kawauti, economista chefe do SPC Brasil. Infelizmente, esse é mais um dos tantos reflexos da situação macroeconômica do País, e não uma maior consciência por parte do consumidor.
Nem por isso, essa busca por parte do devedor deixa de ser uma coisa boa, visto que a renegociação ajuda a resolver um problema que pode se arrastar por muito tempo. “O setor de cobrança está se beneficiando da renegociação, pois ela ajuda muito na cobrança e acaba sendo uma boa saída para ambos os lados”, aponta Marcela. Afinal, credor, devedor e recuperadora de crédito saem ganhando ao conseguirem solucionar esse problema.
Entretanto, é preciso observar que, apesar da maioria das negociações serem bem sucedidas, logo após as primeiras parcelas o consumidor volta a ficar inadimplente. Isso ocorre, principalmente, porque o devedor não possui o mesmo conhecimento e tempo necessário de avaliação que o credor e a recuperadora. “A empresa de cobrança pode ajudar o consumidor a se preparar. Então, de repente, na hora de ligar cobrando, falar: ´Olha, eu vou te dar três dias para você analisar sua situação financeira e responder´”, pontua Marcela. Dessa forma, a recuperadora estará ajudando não somente ao devedor – que se precisar vender um bem ou cortar gastos, vai ter um tempo maior para analisar -, mas também a si mesma perante a empresa contratante do serviço. Afinal, atualmente, as empresas estão mais abertas à comunicação. Mas é preciso saber ouvir todos os lados, a fim de conseguir atendê-los corretamente.

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