Em cobrança, o que conta?

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Cada empresário ou consumidor possui seu critério de escolha. Ou o preço, ou a qualidade, às vezes pela proximidade, talvez um conjunto de fatores… Enfim, as alternativas são inúmeras. Portanto, quem está na vitrine precisa buscar uma forma de chamar a atenção. No caso das empresas de cobrança, o cenário econômico atual colocou todas as recuperadoras em voga, com o crescente número de inadimplência. Para tanto, na opinião de Alexandre Rodrigues, diretor de planejamento operacional da Localcred, as empresas de cobrança precisarão mostrar profissionalismo e resiliência em suas ações. “O segredo esta em aumentar a produtividade via inovações tecnológicas e treinamento intensivo”, ensina José Augusto de Rezende Júnior, sócio diretor da JA Rezende.
Cada qual a sua maneira, é perceptível o empenho das recuperadoras em se atualizarem para atender melhor seus consumidores. Afinal, o público já utiliza há algum tempo as mais diversas plataformas para se comunicar e resolver problemas, e ignorar isso pode ser um erro – bem como apresentar a mesma abordagem em todos os canais. Para Paulo César Costa, presidente da PH3A, as recuperadoras que souberem usar a internet a seu favor – e, com isso, ele não fala do Whatsapp, necessariamente -, poderão se sair melhor. 
No entanto, não basta ter a ferramenta. “Os canais digitais têm uma dinâmica e uma linguagem diferentes da que estamos acostumados a utilizar na cobrança. Só que elas já são amplamente utilizadas em outros segmentos e as pessoas já estão acostumadas a ela. Nós, na cobrança, ainda não”, pontua Costa. Por isso, é importante que seja feito um treinamento de capacitação, tanto dos colaboradores quanto dos líderes, de forma a tirar o melhor proveito do mundo virtual, visto que ele reduz uma série de problemas, como localização e disponibilidade, por exemplo.
Dessa forma, saber agregar as tendências que se apresentam é um diferencial na hora de conquistar novos clientes e manter atualizada a carteira dos consumidores fiéis. Entretanto, Phelipe Alvarez, diretor de comercial e marketing da Intervalor, ressalta a importância de uma boa base estrutural para não perder o foco em meio às novidades. “Em geral, os diferenciais legítimos de uma empresa surgem de conceitos corporativos que permeiam todas as áreas, contam com o engajamento dos colaboradores e estão no DNA de todos os projetos”, conclui.

O que pode ser considerado um diferencial no atual cenário do mercado? Deixe a sua opinião na enquete do Portal Crédito e Cobrança.

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