Fácil, mas caro

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Se por um lado as concessionárias de crédito restringiram o acesso do mesmo, de outro ele ainda aparece como disponível, em forma de crédito rotativo, apesar de custar caro tanto para o contratante quanto para o contratado. Como é possível observar, parte da responsabilidade pelo aumento na contratação desse serviço é a crise. E o somatório da situação macroeconômica do País com essa linha de crédito de taxas e juros altos, provavelmente, é de muitos inadimplentes, comenta Christian Vincent, diretor da GoOn, empresa especialista em riscos e negócios.
Para tanto, é importante perceber e entender o perfil do consumidor que costuma contratar essa carteira. De uma forma geral, são pessoas com menor poder aquisitivo e sem educação financeira. Assim, o crédito rotativo se torna um grande alvo na hora de escolher quais contas não pagar quando o orçamento não der conta. “Diante de um ambiente de taxas altas (370% aa), as pessoas que entram no crédito rotativo por muito tempo têm maior probabilidade de não conseguir mais pagar suas obrigações e entrar em atraso. Quanto mais à carteira do crédito rotativo crescer em relação ao todo, maior risco de termos clientes inadimplentes”, explica Vincent.
Assim, analisando os prognósticos apresentados para o restante de 2015, a recessão será maior para todos na busca de superar uma crise que custa passar. Diante disso, as previsões tanto para o crédito em geral, mas principalmente pelo rotativo, que ganha mais espaço a cada dia, não são boas. “Acreditamos que a carteira do crédito rotativo continuará crescendo. Só terá sua evolução reduzida à medida que o cenário econômico for melhorando, pois existe uma forte relação de um ambiente econômico ruim com o uso destas linhas mais arriscadas”, conclui o diretor da GoOn.

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