Inadimplência cresce em todas regiões

0
1
No mês de setembro o indicador regional de inadimplência do consumidor calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito, SPC Brasil, e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, CNDL, registrou crescimento no volume de dívidas em atraso em todas as regiões brasileiras. No entanto, as regiões Sul e Nordeste apresentaram crescimentos menores – de 4,42% e 4,93%, respectivamente – se comparados à média nacional (5,07%). Já as regiões Norte (7,05%), Sudeste (5,83%) e Centro-Oeste (5,81%) registraram percentuais mais elevados do que o consolidado geral.
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, explica que o fato de todas as regiões apresentarem crescimento na quantidade de dívidas não pagas demonstra que a atividade econômica do país segue em desaceleração como um todo, o que reflete na capacidade de pagamento dos consumidores. “Fatores como a alta dos preços, o elevado nível de endividamento das famílias e as taxas de juros em patamares elevados devem apertar o orçamento dos consumidores e manter a inadimplência em trajetória de crescimento até o fim do ano”, afirma.
Na comparação com setembro do ano passado, o segmento de Água e Luz foi o setor que apresentou as variações mais acentuadas de dividas em atraso em três das cinco regiões avaliadas pelo SPC Brasil (Centro-Oeste, Sudeste e Sul). “Temos observado há vários meses consecutivos que esse segmento de serviços básicos para o funcionamento das residências têm crescido de modo substancial no indicador de dívidas. Isso pode ser parcialmente explicado pelo fato de que mais companhias de água e luz passaram a utilizar a negativação de CPFs como forma de recuperar pendências financeiras de seus consumidores”, analisa Marcela. Já no Norte e Nordeste, destacaram-se as variações das pendências de serviços de comunicação, como telefonia, TV a cabo e Internet, com crescimento de 24,88% e 11,80%, respectivamente.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorO que há de novo?
Próximo artigoBem-vindo à vida mobile