Inadimplência. O que move o devedor?

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Após uma série de meses de concessão de crédito fácil, tomada de crédito em moeda estrangeira, a economia brasileira começa a se desacelerar e o mercado experimenta o aumento da inadimplência. Para compreender mais a fundo os motivadores deste cenário, esta semana, o Especial do Portal de Crédito e Cobrança, entrevista com exclusividade, especialistas no assunto, e apresenta cases de recuperação de crédito bem sucedidos, além de pontuar a importância das empresas do setor, nesse momento da economia brasileira.  “Crédito no País há muitos anos era algo extremamente difícil e de repente, tivemos uma série de fatores que atuaram conjuntamente a inadimplência: o crédito ficou mais simples, mais fácil, mais abundante. Nós tivemos movimentos sociais que trouxeram para o mercado de consumo um número muito grande de famílias que antes consumiam só pra sobrevivência, o salário mínimo teve aumentos reais consistentemente, o nível de emprego cresceu bastante, os salários também tiveram aumento acima da inflação corrente e se você somar todas esses fatores, as pessoas se viram como poucas vezes na vida, com uma grande capacidade de comprar”, explica Nelson Barrizzelli, consultor da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, CNDL, e economista do Serviço de Proteção o Crédito, SPC Brasil. 
O cenário porém, não requer alarde, na opinião de Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian,  e a inadimplência das empresas tende as se estabilizar a partir de 2013, e isso só se estende ao próximo ano porque os impactos da crise global ainda serão sentidos por algum tempo. “A economia por enquanto está parada, já não há pessoas pedindo créditos volumosos e assim também as empresas já não requerem crédito para produzir em grande volume. A estabilização chegará, é só uma gestão de tempo  e gestão cautelosa”, salienta.
Diante da situação atual as empresas de recuperação têm o importante papel de entender as necessidades de cada devedor, de acordo com Jair Lantaller, presidente do Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança, IGeoc. 
Para atingir os resultados, Bel Polloni, diretora comercial do Grupo C4 pontua: “A parceria entre o cliente e a recuperadora de credito é fundamental. A excelência nos serviços prestados, a qualidade no atendimento são as premissas principais pois a essência do negócio é o relacionamento”, pontua a executiva.
O sucesso da ação de recuperação se deve principalmente ao processo de análise, avalia Frederico Nassif Boueri, diretor superintendente do Grupo Barcelos. “Através da análise do cenário econômico e do mercado no qual a empresa está inserida, bem como a identificação das principais dificuldades dos clientes é possível também identificar os clientes com maior risco de inadimplência e programar ações de cobrança capazes de trazer o melhor resultado possível na recuperação dos seus ativos”, assegura. 
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