Mudança. Será que é por aí?

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Na hora de realizar a cobrança presencial, muita coisa deve ser levada em conta. A empresa precisa sempre avaliar a situação na qual se encontra esse cliente e qual é o tamanho de sua dívida, devido, principalmente, aos problemas enfrentados na logística. Hoje em dia, com o trânsito caótico das grandes metrópoles, se locomover até a casa do cliente não é uma tarefa fácil. “Leva-se em consideração o valor envolvido, a localização e a evolução da negociação, caso haja pré-disposição da parte devedora para um acordo, agiliza e facilita o fechamento”, afirma Francisco Pereira, sócio proprietário da Agyx Cobranças.
Para Alex Sandro Pinho, gerente operacional da Support Cred, a tecnologia tem sido grande aliada das empresas como ferramenta de auxílio aos cobradores externos. “Os custos operacionais com logística, treinamentos constantes e entre outros, pesam para a criação de alternativas que busquem minimizar esses custos e a tecnologia tem contribuído consideravelmente com soluções de informática e telefonia. Hoje, existem no mercado aplicativos para troca de informações, acordos e outros recursos que facilitam a vida do cobrador, como se ele estive dentro da própria empresa”, comenta.
Como ponto positivo, esse tipo de cobrança apresenta maior possibilidade de fechar um acordo, afinal, o cobrador tem a oportunidade de conversar de forma mais próxima e amigável com o cliente, como afirma Pinho. “A vantagem de investir neste tipo de cobrança são os casos em que o devedor elimina todas as possibilidades de acesso, onde somente uma visita pessoal pode resultar em um acordo. E hoje, muitas empresas ainda têm esse tipo de conduta.”
Para Francisco Pereira, apesar desse cenário, tudo depende do esforço da empresa em implementar novos aplicativos que podem ajudar na cobrança presencial externa. “Atualmente, muitas ferramentas de buscas oferecidas gratuitamente na internet facilitam esse processo. Esse tipo de ferramenta depende da disponibilidade e criatividade tanto do cobrador quanto da gerência”, comenta.
Além disso, como em toda cobrança, o negociador precisa estar bem treinado. Ele tem de entender que a forma como se porta perante o cliente é crucial para estabelecer uma negociação amigável e bem sucedida, como afirma Simone Vicentini, diretora da Flex Empresarial. “Temos que lembrar que somos facilitadores, conciliadores e que estamos a favor da defesa dos interesses mútuos, buscar a solução, acomodar melhor os anseios das partes, trazer a mesa os conflitos, mas com a finalidade de resolução adequada para as partes.”
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