Nossa Caixa cresce 113,3% em 2008

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O banco Nossa Caixa divulgou, hoje (26/02), o balanço de 2008, ano em que registrou lucro líquido de R$ 646,5  milhões, 113,3% a mais que 2007. Entre as principais apostas do banco está o aumento da compra das carteiras de crédito. As operações de crédito cresceram 47,6% em 2008, chegando a R$ 12,9 bilhões.

 

A compra de carteiras de crédito representa R$1,9 bilhão do montante total das operações crédito. Para 2009, a projeção é que esse número salte para R$ 3 bilhões. “Já estamos pronto para a aquisição de novas carteiras, os contratos estão assinados. Basta os bancos concederem os créditos”, afirma Milton Luiz de Melo Santos, diretor presidente da Nossa Caixa. O presidente ressalta que há uma série de regras para a aquisição de uma carteira, por exemplo, “não adquirimos créditos originários acima de cinco anos”. Outro ponto da política de crédito da Nossa Caixa é a predominância da concessão de crédito consignado, que oferece riscos menores, pois o nível de inadimplência também é menor. Em 2008, a concessão desse tipo de crédito cresceu 29,5% , chegando a R$ 5,8 bilhões.

 

Santos está otimista quanto ao crescimento da carteira de crédito na rede (sem contar a compra de carteiras). Espera-se aumento de 30%, sendo que destes, 25% representará crédito comercial, 25% para pessoa física e 35% para pessoa jurídica.  A concessão de crédito para pessoa jurídica esta entre as operações de menor representatividade da Nossa Caixa, apesar de ter crescido 40% em relação a 2007, essas operações movimentaram R$ 3 bilhões, sendo que para pessoa física esse valor salta para R$ 9,9 bilhões. Esta área também desponta como alvo de investimentos futuros do banco.

 

Quanto à inadimplência, o balanço anual da Nossa Caixa mostra queda – o índice de inadimplência total caiu de 6,6%, em dezembro de 2007, para 4,6%, em dezembro de 2008. Porém, no índice que refle a inadimplência para pessoas físicas registro aumento entre setembro e dezembro de 2008, de 6,4% para 6,6%, refletindo os impactos da crise financeira mundial.

 

Os números relacionados às operações com cartão de crédito também foram positivos. Comparado a 2007, o crescimento foi de 12,1%, representando R$ 1,77 milhão. Esse crescimento também traz aumento no volume das transações. Na composição da receita total do banco, o volume proveniente de receitas de serviços e tarifas bancárias aumentou 28,5%. O volume de clientes vindos da compra da folha de pagamentos dos servidores públicos de São Paulo, em 2007, é um dos motivos apresentados pelo presidente para este aumento. “Os servidores públicos são clientes importantíssimos para nós. Além de terem salários acima da média nacional, possuem estabilidade e mantém um relacionamento interno grande”, diz.