O cheque como instrumento de crédito

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No que se refere ao valor dos pagamentos no País, o cheque ainda é o instrumento mais importante da economia brasileira. De acordo com dados do Banco Central, em 2010 os valores movimentados em cheques alcançaram R$ 2. 691 trilhões. Se comparado a 2009, ano em que os cheques movimentaram R$ 2.502 trilhões, houve um crescimento de 7,55% desse meio de pagamento. Desse montante, R$ 2.107 trilhões são pré-datados. Já nos cartões de crédito, os valores subiram de R$ 254 bilhões em 2009 para R$ 328 bilhões em 2010.
“Só a expansão dos valores pagos em cheques de 2009 para 2010 foi de R$ 149 bilhões. Se fizermos a mesma comparação com os cartões de crédito, a expansão foi de R$ 74 bilhões. Dessa forma, podemos concluir que a expansão do cheque foi 101% maior do que a dos cartões de crédito”, analisa José Antônio Praxedes Neto, presidente da Abracheque.
O cheque é utilizado cada vez mais como instrumento de crédito para pagamentos a prazo. Com a criação do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e o lançamento das operações eletrônicas via TED (Transferência Eletrônica Disponível) e DDA (Débito Direto Autorizado), o cheque tem pouco espaço para pagamentos à vista. “Enquanto o ticket médio de um cheque é de R$ 1.606, o do cartão de crédito é R$ 110,00. Isso comprova que a pujança do cheque pré-datado como instrumento de crédito é superior”, pondera.