Pedidos de financiamento crescem

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O número de empresas que buscaram crédito na Desenvolve SP – Agência de Desenvolvimento Paulista, nos primeiros três meses do ano cresceu 40%. Se comparado aos pedidos realizados no mesmo período do ano passado. O bom resultado surpreendeu, já que, com o recrudescimento da crise econômica, esperava-se uma piora dos dados. “Vínhamos numa trajetória de crescimento da economia, mas que patinou em 2015, derrubando nossos financiamentos neste primeiro trimestre. No entanto, observamos um grande aumento de novos pedidos de crédito, um bom sinal de que a economia de São Paulo está se recuperando, apesar da piora no cenário nacional”, diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP. 
O valor efetivamente desembolsado às pequenas e médias empresas neste primeiro trimestre foi 55% menor que o mesmo período de 2015. Foram R$ 49,6 milhões em 2016, contra R$ 110 milhões do ano passado. “São desembolsos de contratos firmados em 2015. Se a trajetória de aumento de pedidos se mantiver nos próximos meses, podemos esperar um 2017 muito melhor para as pequenas e médias empresas paulistas”, diz Santos.
O financiamento para inovação também cresceu em 2016. O crédito para empresas inovadoras representaram 9% do total financiado neste primeiro trimestre. Em 2015, a fatia era de apenas 4%. “Acreditamos que as ações tomadas pela Desenvolve SP para incentivar o investimento, principalmente em relação ao crédito para inovação, vão impulsionar os resultados nos próximos trimestres do ano”, comenta o executivo. 
A indústria, principal tomadora de recursos neste primeiro trimestre, representou 36% dos R$ 49,6 milhões desembolsados, registrando um ligeiro aumento na participação do setor nos financiamentos concedidos pela instituição. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a representatividade da indústria foi de 29%. Na sequência, apareceram os setores de comércio e serviços, com 30%, e do agronegócio, com 2%. O restante dos recursos, 32%, foram destinados para projetos do setor público em obras de infraestrutura de municípios.
Analisando o porte das empresas, os pequenos e médios negócios (PMEs) foram responsáveis por mais da metade dos desembolsos da agência, totalizando R$ 31,6 milhões investidos no período. Os outros R$ 18 milhões foram destinados para empresas de grande porte. Em relação aos projetos financiados, 74% dos recursos foram utilizados em projetos de longo prazo, como implantação, ampliação, modernização e inovação.
Em relação às regiões atendidas, as empresas localizadas na Região Administrativa de Sorocaba ficaram em primeiro lugar, investindo 38% dos R$ 49,6 milhões liberados no período, seguida da Região Metropolitana de São Paulo, com 26% e da Região Administrativa de Campinas, com 22%.