Quais são os impactos?

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O impacto da nova lei para ligações de cobrança no Estado de São Paulo nas empresas tem sido imediato. Com limitações no horário, as instituições buscam estratégias para conseguir realizar uma negociação com os clientes, que já estão questionando as empresas sobre as medidas adotadas. Para José Augusto de Rezende, diretor operacional da JA Rezende, isso afeta de forma negativa essas empresas, principalmente no atual cenário econômico. “Num momento conturbado da economia brasileira, com Copa do Mundo e eleições, que impactam na recuperação dos créditos, a promulgação desta lei acrescenta mais um ingrediente neste cenário.”
Segundo Rezende, como a lei não faz menção a outras formas de contato, como e-mails e sms, as empresas devem continuar com essa estratégia para cobrar os clientes endividados. “Teremos que reforçar a atuação para o Estado durante o horário fixado pela lei, inclusive com ferramentas, sms, email, a fim de compensar essa perda”, afirma.
No entanto, para o diretor, por se tratar de um horário menos eficiente para as empresas realizarem a cobrança, o prejuízo não deve ser tão significativo, mas haverá certo esforço para se adequarem à nova lei. “O objetivo da lei é ‘preservar’ o consumidor. Para as empresa de cobrança, que se adaptaram às normas trabalhistas, principalmente no que tange ao limite de 36 horas por turno de trabalho, criou-se mais um problema. Teremos que ‘retirar’ das filas de discagem, após este horário, os consumidores do Estado de São Paulo. Mas como os horários vetados são de menor eficiência na cobrança, não acredito que teremos queda no resultado da cobrança em São Paulo”, ressalta.
Nesse sentido, a tecnologia deve auxiliar essas empresas. Com novas ferramentas oferecidas, será possível se adequar às medidas, segundo Rezende. “Inclusive, já estamos aplicando a nova lei em nossas estratégias diárias, o que trouxe mais tranquilidade aos nossos clientes.”