Transações para não bancarizados

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A facilidade que a mobilidade trás é inegável. Já não é apenas ficção de desenho animado ir às compras sem precisar de carteira. Este é o horizonte que se começa a delinear em solo verde e amarelo por meio da tecnologia mobile, que deve impulsionar a bancarização. Segundo dados divulgados pela Mackenzie, cerca de 52% da população adulta no mundo não utiliza o serviço financeiro formal. No Brasil são cerca de 40 milhões de pessoas. Como efeito inverso, a taxa de penetração do celular já é maior do que 100%. “Existe um apetite muito grande das instituições financeiras de levar os serviços de depósitos e pagamentos para os clientes que estão fora dos sistema bancário, mas que tem o celular na mão”, explica Cesar Contipelli, consultor de indústria da Teradata.

 

É a chamada inclusão financeira. “Hoje a grande maioria das pessoas tem um celular e o interessante é incluí-las nas transações financeiras formais ao oferecer diferentes tipos de critérios, receitas e aplicações, à quem usualmente não está interessada em ter seu cadastro regularizado junto ao banco pois busca um produto rápido, acessível e que custe pouco, além de ser menos burocrático”, pontua Contipelli.

 

Dentre as ações para a captação desse público a que se destaca é o mobile wallet, uma espécie de ´carteira eletrônica´. Com ele, o cliente que não possui uma conta bancária, e consequentemente não possui cartão, pode carregar no próprio aparelho um valor mínimo e efetuar a transferência desses créditos em troca de produtos e serviços. “Com isso o dinheiro passa a ser ainda mais virtual do que já é hoje”, afirma.

 

Outra vertente é o Mobile Virtual Network Operator (MVNO), que a grosso modo seria uma plataforma compartilhada entre o banco e uma operadora de celular para fornecer transações financeiras móveis. O que é preciso para utilizar esses serviços é apenas ter um celular habilitado e com o mínimo de crédito possível para fazer um acesso a um portal disponibilizado por um banco. “Basicamente o MVNO é uma maneira de o banco atingir a esse cliente potencial mas que está inacessível nesse momento para a instituição”, explica.

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