Um momento, em análise…

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A crise econômica vem se mostrando um cenário de oportunidades para o setor de recuperação de crédito, apesar da delicadeza que o momento também pede. Assim, as empresas que souberem aproveitar o melhor de suas equipes, principalmente usando a tecnologia a seu favor, apresentarão um diferencial à cartela de clientes. Com isso, é preciso buscar uma fornecedora de tecnologia que entenda tanto o segmento de recuperação, quanto acompanhe as necessidades da empresa, a fim de, juntas, buscarem a melhor solução para crescer.
O primeiro passo, antes de buscar um fornecedor,é fazer um auto-questionamento a respeito do que precisa, segundo Ariane Abreu, diretora comercial da Total IP. Afinal, a empresa também está vivenciando o momento de crise e um de seus objetivos é não gastar superfluamente – mas sem cair no risco de pagar caro pelo barato. “Para escolher, o ideal é dedicar o máximo de tempo para as avaliações e comparações entre os fornecedores, descobrindo o melhor caminho para melhorar a produtividade e qualidade de atendimento de sua operação, além da redução de custo”, comenta.
Um ponto importante a ser observado, principalmente na hora de conhecer os cases de sucesso da fornecedora e alguns de seus clientes, é como ela se comporta durante o pós-venda. Devido a gama de opções disponíveis no mercado, algumas empresas buscam oferecer um produto em alta por um preço atrativo, sem prestar suporte ou assistência da ferramenta. “Esse é o primeiro passo para a ´despedida´ da mesma como fornecedor. Em TI as coisas não acontecem no momento da entrega do produto e/ou serviços, mas sim no momento da implantação e utilização dos mesmos”, explica Ruy Rêde, diretor de TI da Intervalor.
Com isso, se as duas empresas criarem uma parceria, ambas podem crescer. Pelo lado da fornecedora, ela perceberá que suas inovações estão trazendo resultados positivos – inclusive para si – e ficará estimulada a investir em projetos futuros. Já a recuperadora poderá medir sua satisfação através dos clientes e de seus colaboradores, conforme aponta Nathalie Mérand, gerente de marketing da Genesys. “Se eles produzem melhor e conseguem melhorar a lucratividade da operação tendo à mão mais ferramentas para fazerem seu trabalho, consequentemente estarão mais satisfeitos ao final do dia”, apresenta.
Por fim, tão importante quanto a qualidade e eficiência da ferramenta, está o custo para instalação. Com isso é importante que as empresas de cobrança avaliem o custo-benefício para melhor contratação do serviço, observando a real necessidade de se ter uma equipe de TI dentro da própria empresa ou se pode ser terceirizado, de acordo com o sócio e diretor da Cobrev, Emilio Augusto Vieira Neto. “No caso de outsorcing, os dados deve estar em nuvens. Isto favorece a permanência no ar de 100% do processo e, claro, contingências com virada de chaves o que não impedirá a parada de todo o sistema/processo, ou seja, da empresa”, conclui o diretor.
Dentro disso, Eric Lieb, country manager da Presence Technology, cita também o modelo de contrato com parte do pagamento na forma de success fee, onde o valor é variável pelo sucesso e resultado da atividade ou operação, pode ser um incentivo à empresa de tecnologia. “O fornecedor deve estar disposto a compartilhar o risco com a recuperadora, trazendo a tecnologia para mais perto do negócio, contando com produtos (próprios ou integrados) que ajudem no processo, controlem as margens e tenham experiência em operações de cobrança”, analisa.
O que é mais importante ao escolher um fornecedor de TI? Deixe a sua opinião na enquete do Portal Crédito e Cobrança.

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