Cuide do seu Maluquinho



Nos últimos anos a tecnologia tem evoluído muito em buscar proporcionar aos seus usuários “comodidade e conforto“, não tenho nada contra a evolução, só começo a me preocupar com as conseqüências futuras.


A cada nova estatística publicada temos um crescimento preocupante no número de novos obesos e até da obesidade mórbida, será porque estamos comendo mais ou porque estamos nos movimentando menos? E queimando menos calorias!


Parece que andar a pé foi proibido ou até é “coisa de pobre“, ainda bem que um grupo de pessoas esta ressuscitando a velha magrela, pena que em numero menor do que aqueles que a estão aposentando!


Uma noticia me preocupou ainda mais, tem políticos e (mal) educadores que querem acabar (se já não acabaram) com o caderno de caligrafia, para quem não conhece é uma ferramenta de ensino que permite ao usuário escrever de forma legível e de fácil entendimento para quem lê.

Já pensou como será ler algo escrito pelo seu filho no futuro? Dizem que digitar é mais fácil do que escrever. Daqui a pouco acabaram com a “difícil” tabuada e a “terrível” conta de porcentagem; afinal as maquinas fazem por nós quando precisamos.

Mas o assunto de hoje não é sobre saúde, mas sim sobre a tecnologia não permitindo aos nossos jovens executivos a capacidade de analisar assuntos complexos e cheios de detalhes. Tenho visitado empresas e a grande preocupação de muitos gestores tem sido a baixa capacidade de seus funcionários em antever oportunidades.


Parece que é mais importante preencher as planilhas e entregá-las do que colocar o cérebro para pensar e “garimpar” em suas linhas e colunas cruzadas às verdadeiras oportunidades de crescimento e até de inovação.


A cada dia que passa observo a crescente necessidade de exercitarmos nossos cérebros em capacidade analítica em treinarmos nossos olhos e sentidos em “onde esta o Wally“? Treinarmos nossos sentidos em sermos capazes de vermos primeiro aquilo que os outros ainda não viram ou mesmo de sentir a oportunidade que os outros não sentiram.


Começará então uma verdadeira guerra por profissionais que trabalhem com a cabeça como os garimpeiros na busca por encontrar um pedacinho de ouro no meio de uma montanha de cascalho. Costumo chamá-los de garimpeiros de oportunidades. Mas onde encontrá-los?


Não adianta procurá-los nos famosos treinamentos operacionais, onde o importante é executar as tarefas; talvez até seja o lugar se registrarem aqueles “mal elementos” que abandonaram os cursos ou foram dispensados, porque questionavam mais do que executavam.


Einstein, só aprendeu a tabuada com 10 anos de idade, não se enquadrava no standard educacional;

Michael Jordam foi dispensado do time de basquetebol no ginásio porque consideravam que não levava jeito;

Disney foi dispensado do jornal onde tralhava por ser avaliado como de pouca criatividade e muitos outros exemplos.

Cuide de seu “maluquinho” porque o futuro pode ser deles.

Consultor na Mazza Consultoria em Gestão Empresarial, Treinamentos e Capacitações. Autor dos livros "CRM Sucessos & Insucessos (2009) e Clientes & Empresas como Cães & Gatos (2012)".

1 COMENTÁRIO

  1. Caro Mazza,

    Excelente artigo, pois realmente o que vemos nas corporações são gestores refratários ao novo. Concordo contigo que isto de certa forma está associado com o comportamento de nossa sociedade, que restringe a criatividade e a ousadia, talvez pelo desconforto que a mudança pode gerar. Parabéns!

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