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São Paulo, Brasil - 29 de janeiro de 2022, 01:13

A chance de ser assertivo

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Talvez, uma das grandes preocupações que as empresas têm hoje em dia é de conseguir se aproximar o suficiente do cliente e fazer com que suas ações sejam efetivas. Caso contrário, o negócio corre risco de perder para a concorrência. E esta é uma situação em que todos esperam evitar. Assim, uma estratégia de aproximação são as ações voltadas para um público segmentado, em que há a facilidade de conhecer o grupo a fundo, conversar com ele de uma melhor maneira e, então, obter bons resultados. Sem conta que as empresa também ganham a oportunidade de expandir os seus leques de produtos e serviços – e ter uma expansão de portfólio, hoje, é um diferencial no mercado.
Entretanto, trabalhar com segmentação pode não ser sempre um processo fácil, como explica Michel Alcoforado, antropólogo e sócio da Consumoteca. Ele conta que é um desafio para a empresa conseguir atender o mercado, pois, por outro lado, o cliente vem assumindo um papel cada vez mais exigente. “Não existe mais público alvo, pois todas as vezes vão cair em alguém especifico. Ou seja, ações para atingir a massa devem ser cada vez mais estudadas para entender o perfil”, afirma. Em entrevista, Alcoforado esclarece esse cenário.
ClienteSA: Como o senhor vê o surgimento de novos segmentos de clientes nos últimos anos?
Alcoforado: Podemos observar cada vez mais dois momentos importantes: um são as pessoas buscando por coisas novas, que traz novos nichos de mercado; e a outra é a segmentação dos consumidores. Hoje, a mulher de classe C, de 30 anos, não é como antes, que desejava as mesmas coisas que as outras, dentro desse nicho elas almejam coisas diferentes, o que para o mercado é ótimo, pois amplia o leque de produtos e serviços. Mas, o problema é atender o mercado, pois eles estão cada vez mais exigentes.
Quais são as grandes mudanças que isso traz para os negócios?
A primeira grande mudança é a dificuldade das empresas se conectarem aos seus clientes. Não existe mais público alvo, pois todas as vezes vão cair em alguém especifico. Ou seja, ações para atingir a massa devem ser cada vez mais estudadas para entender o perfil de quem você encontra do outro lado. A maior dificuldade é encontrar caminho para se conectar com esses consumidores, que buscam suprir seus desejos. 
Como as empresas devem lidar com esse cenário?
As empresas devem buscar cada vez mais entender quem está do outro lado. Hoje cabe às marcas correrem atrás e entender o perfil de seu cliente, buscar entender seus consumidores e desenvolver ações focadas no seu publico, conhecendo ao máximo possível com que está falando. O caminho é pesquisa!
Qual a importância de uma empresa investir em um segmento específico do mercado?
Investir em um nicho é importante, pois a empresa assume que quer ganhar um pedaço de mercado específico e não a “pizza” inteira. Assim, ela acaba sendo mais assertiva, pois foca em ações para seu público especifico.  
Quais vantagens a empresa conquista ao trabalhar com certo público ou diferentes segmentos?
Entendendo seu consumidor, ele ganha confiabilidade. 
Como deve ser feito o trabalho de direcionamento do público para que ele seja efetivo?
O caminho é fazer pesquisas e entender no detalhe quem é esse consumidor e saber a linguagem dele. Todo processo de algo é comunicativo, mas para saber vender e que tipo de argumento usar é preciso conhecer. O que quer dizer: o caminho para as marcas segmentadas é conhecer quem está do lado de lá.
Quais os possíveis erros que a marca deve tomar cuidado ao investir em apenas um segmento?
O erro possível a tomar cuidado é ao olhar só para o teu vizinho. É preciso entender o todo e não focar apenas dentro do seu hall. É achar que o público é a ilha e não olhar para todo o oceano.

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