A difícil tarefa de adotar uma nova tecnologia

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Mauro Figueiredo

Bombardeado por todos os lados por newletters e artigos sobre tendências, novos paradigmas da indústria, produtos incríveis, inovações definitivas e tecnologias “de ruptura”, somos obrigados a selecionar, a partir da nossa própria experiência, aquilo que deve merecer nossa atenção. Mais do que isto, quando devemos despender energia corporativa para uma avaliação profunda e criteriosa visando a adoção de novas tecnologias.

Cabe-nos, então, a responsabilidade de interpretar, num piscar de olhos, a potencialidade das inovações à nossa volta e julgar se devemos aprofundar o estudo, iniciando uma análise criteriosa, lembrando que devemos abdicar dos reflexos instantâneos, dos nossos preconceitos e paradigmas que, involuntariamente, produzem uma rejeição inicial à mudança.

Vale ressaltar que uma destas inovações, aplicada no momento certo, pode ser um extraordinário diferencial competitivo, o famoso “pulo-do-gato”, gerando fama e riqueza aos precursores que, a despeito dos riscos, avançarem e dominarem a fera, e que estarão, por um bom tempo, um passo adiante dos retardatários.

Ao contrário, a adoção após o amadurecimento e consolidação das tecnologias costuma poupar alguns reais, protege de certas emoções e, normalmente, mantém o barco navegando. Entretanto, além de não carregar glamour ou glória, o conservadorismo pode transformá-lo em dinossauro e, nos piores casos, as mudanças de conceito podem infiltrar o território por fronteiras perigosas; seja do sul ou do norte, nunca é confortável receber a tecnologia imposta, ao invés de conquistá-la.

A chave da questão é o momento correto e o esforço adequado. Não está em nenhum manual, depende muito do seu ambiente, do DNA da sua organização e, lamentavelmente, não existe um conselheiro isento, a não ser o seu próprio instinto. Este é o desafio.

Mauro Figueiredo, diretor comercial da Star Soft.