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A inclusão digital corporativa

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Marcos Fiore
De tempos em tempos, a inclusão digital do cidadão no Brasil volta a chamar a atenção da mídia, do grande público. O acesso democrático à informação ainda será um dos grandes motores do nosso desenvolvimento. Sua necessidade, claro, é mesmo indiscutível. Mas a inclusão digital corporativa, por outro lado, ainda é pouco discutida e fomentada no país como alternativa de geração de negócios, embora desponte como forte contribuinte para o crescimento da nossa economia.
Temos hoje milhares de empresas brasileiras que podem encontrar no e-business uma nova maneira de realizar negócios. Corporações e algumas médias empresas já têm ao seu alcance a possibilidade de realizar transações comerciais e operacionais, reforçar parcerias e o relacionamento com fornecedores e clientes usando recursos do e-business: internet banking, e-mail marketing, lojas virtuais, e-procurement, catálogos eletrônicos, intranets e extranets compõem essa plataforma digital que dá suporte ao universo corporativo. Mas o Brasil ainda tem um grande volume de empresas, as excluídas digitalmente, que ainda não descobriram como fazer negócios com o novo modelo corporativo mundial. Algumas por falta de oportunidade, por não estarem presentes no ambiente virtual; mas há muitas outras que já estão na Web, mas de maneira ineficiente, o que as impossibilita de extrair o potencial de negócios que o e-business pode proporcionar.
E o que falta para eliminar os entraves e inserir essas empresas ativamente no e-business? Ainda temos problemas de infra-estrutura de comunicação no país, é verdade, mas já temos exemplos que demonstram ser possível beneficiar-se bastante da plataforma digital existente para a realização de negócios. Falta, basicamente, estímulo e a adequada orientação para que essas empresas adaptem-se ao e-business. Algumas iniciativas, lideradas por instituições, já nos ajudaram a avançar nessa trilha. Mas para que a inclusão digital corporativa seja vista como alternativa econômica viável há que se fazer um esforço coletivo.
Em breve o ambiente virtual será componente básico da realização de negócios também no Brasil, assim como já é nos países desenvolvidos. Além da redução de custos e agilidade de processos que se pode obter, adquirindo vantagens competitivas, é possível listar diversos outros benefícios. Um dos mais importantes é a possibilidade de colocar as pequenas e médias empresas, que compõem a grande maioria no país, em contato com grandes cadeias de relacionamento. Hoje, já temos vários exemplos de pequenos e médios empreendedores que buscaram informação e orientação sobre como participar do e-business, entraram da maneira correta, tiveram retorno e estão vendo o negócio crescer.
É também verdade que muitos outros se deslumbraram com o potencial dos negócios virtuais mas, por estarem despreparados, falharam na tentativa. A inclusão digital corporativa é, sim, uma alternativa viável de estimular o empreendedorismo e contribuir para o crescimento da economia nacional, mas será essencial que haja o empenho tanto da iniciativa privada e das instituições como do governo no sentido de incentivar e orientar o empresário brasileiro.
Marcos Fiore é diretor de tecnologia da MasterBiz, empresa especializada no desenvolvimento de produtos e serviços de e-business.

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