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A integração que faltava

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Celso Pereira

O atual ambiente de alta competitividade entre as empresas está forçando os gestores de área a superar seus desafios individuais. Além disso, faz com que haja, dentro das corporações, uma aproximação cada vez maior do planejamento estratégico da empresa com a execução operacional que ocorre no dia-a-dia de cada equipamento no chão-de-fábrica.
Tecnologicamente, o suporte a esses desafios está na integração dos sistemas de gestão empresarial, conhecidos como ERP (Enterprise Resource Planning), e os de automação industrial, denominados MES (Manufacturing Execution System). Os sistemas de gestão integrada, que surgiram da necessidade de se controlar todas as transações realizadas pelas diversas áreas dentro de uma empresa, estão agora se expandindo verticalmente e começaram a ser instalados nas áreas de planejamento. Os sistemas de automação industrial também estão indo pelo mesmo caminho, com o aporte inclusive das tecnologias de radiofreqüência, representando hoje um valor significativo de investimento pelas empresas.
A integração dos dados de planejamento e transacionais e do colhidos na operação da empresa tem como principal objetivo a melhoria do desempenho, gerando informações reais, rápidas e confiáveis à organização. O acesso a este tipo de informação na hora certa pode ser a diferença entre parar uma produção por motivos de baixo rendimento de um equipamento específico, ou ter de reportar no final do mês a baixa eficiência da fábrica.
Dentre as ferramentas de ERP disponíveis no mercado para a integração dos sistemas desse porte, incluem-se soluções que englobam planejamento da cadeia de suprimentos e planejamento estratégico empresarial. Estas têm como finalidade desenvolver e estimular as iniciativas relacionadas com a teoria e o projeto, com o planejamento e a realização, utilizando diversos instrumentos de medição ligados à automação industrial. Isso, além de maximizar o valor do trabalho dos profissionais em suas áreas de abrangência, controla e integra as informações relacionadas aos eventos produtivos (produção e estoques), ocorrências relacionadas (paradas de equipamentos), contingências restritas (interferências no processo), qualidade (características da qualidade e defeitos), e desempenho (indicadores-chave e ferramentas de qualidade).
O fato é que a utilização de dados reais para monitoramento do dia-a-dia das operações e também para guiar o planejamento empresarial leva as empresas a um novo patamar, no qual os planos são mais factíveis e as justificativas de desvios cada vez mais raras. Principalmente em empresas de manufatura intensiva e indústrias de processo nas quais o controle efetivo de rentabilidade – diretamente ligado ao rendimento das linhas de produção e ao aproveitamento das equipes – é o fator que mais tira o sono de seus principais executivos.
Celso Pereira é consultor-sênior da consultoria BearingPoint

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