A mentalidade Lean no varejo

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Autor: Guilherme Schneider

 

A mentalidade Lean (enxuta) surgiu no Sistema Toyota de Produção, portanto, este termo e abordagem surgiram originalmente como um método para otimizar a fabricação automotiva. No entanto, esta abordagem tem uma abrangência bem mais ampla, buscando aumentar a eficiência em qualquer tipo de processo.

 

A adoção desta abordagem e mentalidade em empresas de varejo pode ser extremamente benéfica e crucial em um segmento onde a redução de custos e eficiência é cada vez mais essencial para a diferenciação ante aos concorrentes.

 

A abordagem traz consigo uma série de ferramentas, que podem ser facilmente implantadas nas empresas de varejo. Um exemplo é o princípio de que “um trabalho invisível não pode ser melhorado”, ou seja, se os funcionários de uma empresa não são constantemente lembrados de suas tarefas pendentes, a probabilidade de esquecerem ou as postergarem é muito grande.

 

Ferramentas visuais podem ser utilizadas, por exemplo, para sinalizar as tarefas por ordem de prioridade, colocando em primeiro plano o que é prioritário e o tempo para a sua execução. Estas ferramentas devem estar em locais de grande circulação, para que todas as pessoas compreendam a sua importância e os processos.

 

Além desta, o Lean traz uma série de outras ferramentas que podem ser facilmente adotadas e adaptadas para as empresas varejistas e que reduzem sensivelmente os tempos de ciclos de processo e desperdício.

 

Em empresas varejistas, pode-se dizer que a base da adoção de uma mentalidade e abordagem Lean é a cultura organizacional e o patrocínio da liderança. O comportamento das pessoas e da liderança auxilia na rápida adoção e absorção dos novos conceitos e ferramentas.

 

Empresas de varejo e de serviços também têm, como principal desafio, a constante reciclagem e acompanhamento de seus colaboradores, visto que os “pontos de quebra” não são tão facilmente identificáveis quanto em uma indústria.

 

A adoção de sistemas de informação que consigam identificar problemas, reclamações de clientes e o abastecimento do mesmo com informações relevantes também é muito importante para o sucesso da adoção de uma abordagem Lean. Sem ferramentas para medição e acompanhamento, fica quase impossível adotar novas ferramentas de melhoria dos processos.

 

Guilherme Schneider é líder da prática de CPRD (Produtos de Consumo, Varejo e Distribuição) da Capgemini do Brasil.