A mudança está em tudo

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Quebrar paradigmas parece ser a frase de ordem dos últimos tempos e disrupção é a palavra da vez. Não se pode negar o importante papel que a tecnologia teve na aceleração dos processos das mais diferentes ordem. Mas seria ela a única agente das grandes transformações que estão acontecendo? A interconexão entre as coisas (principalmente dentro das empresas) nunca esteve tão visível e palpável – e negar isso seria um grande erro. Hoje o cliente participa ativamente da criação de novos produtos e serviços, deixando claro o que busca e espera, seja através de um feedback ou dos rastros que deixa pela rede.
“Hoje as empresas não podem ficar esperando pelos clientes, elas que devem ir atrás, pois a oferta é grande e essa relação mudou. O cliente tem o poder da escolha e hoje a tecnologia permite que este cliente avalie muito mais alternativas que há anos atrás, com uma simples consulta em sites de busca, por exemplo. O acesso a informações também permite, por outro lado, que se saiba muito mais a respeito dos clientes para assim oferecer a melhor oferta possível de uma forma muitas vezes personalizada”, apresenta Marcos Scaldelai, presidente do Lide Interior de SP.
Se antigamente as pessoas ficavam satisfeitas por mais tempo, hoje a necessidade de um algo mais – preferencialmente inovador – é latente. Segundo Scladelai, isso deve ser um fator motivador para as empresas, para que se renovem sempre e não fiquem paradas no tempo. Estar atento às tendências do Big Data e Inteligência Artificial permitem uma oferta personalizada se souberem utilizar os dados obtidos. Entretanto para o presidente, o maior desafio é outro e a resposta ainda é um mistério: “O comércio eletrônico ainda tem muito a crescer no Brasil, um potencial enorme. Mas culturalmente o brasileiro aprecia muito o contato físico. Juntar estes dois pontos é um grande desafio”, conclui.