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A química do sucesso

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Eduardo Lima
Entre as indústrias de processos contínuos, a de química é, com certeza, uma das que exibem cadeia de negócios mais extensa e complexa. Isso faz dela uma consumidora natural das soluções de BI (Business Intelligence), que, subsidiando a tomada de decisão, emprestam muito maior agilidade, inteligência e eficácia aos processos.
A estatística confirma o que aqui dizemos. Pesquisa realizada pela Abiquim (Associação da Indústria Química e Produtos Derivados), de 200 empresas entrevistadas, revela que 100% já utilizam algum tipo de solução de BI. Em termos de prioridade para investimento, esse tipo de ferramenta já bate até mesmo as de Supply Chain Management (SCM), para gerenciamento da cadeia de suprimentos, e ERP (Enterprise Resource Planning), de apoio à organização dos processos na retaguarda administrativo-financeira.
Qual seria a razão da escolha? É fácil responder. Na indústria química, talvez como em poucas outras, a gestão centrada em resultados é questão de sobrevivência, o que justifica, de maneira plena, o emprego das soluções de BI. Muito dependente da importação de matéria-prima e sujeito a margens de lucro achatadas, o setor requer soluções que lhe permitam reduzir os custos, aumentar os níveis de produtividade e manter os projetos relativos a desenvolvimento de produtos, subprodutos ou processos, rigorosamente de acordo com os níveis de demanda.
Não é só isso. Na indústria química, a batalha contra o tempo é uma constante. Afinal, agilidade significa encurtar o tempo de colocação dos pedidos, assim como a entrega física dos materiais. Agilidade é igual a controle de estoques e processos de venda mais velozes. A ferramenta de BI, na indústria química – como de resto em todas as demais -, facilita a criação do que hoje se convenciona chamar de SIN (Sistema de Inteligência de Negócios) – o processo organizacional que garante a coleta, validação, análise e disseminação da informação no ambiente corporativo.
Em última análise, a ferramenta de BI permite transformar dados em informação e informação em conhecimento estratégico. Mas de que tipo de dados, informação ou conhecimento estamos falando? Os dados, a informação, o conhecimento de utilidade real – sobre clientes, fornecedores, parceiros de negócios e concorrentes. Mas, igualmente, acerca das empresas que, num eventual projeto expansão, poderiam ser adquiridas ou aquelas com as quais seria recomendável fazer aliança.
A eficiente ferramenta de BI monitora os fatos e agentes econômico-financeiros, políticos e de qualquer outra natureza que possam ter impacto sobre os negócios. Na indústria em geral e nas empresas do setor químico em particular, a ferramenta de BI sinaliza mudanças no mercado e antecipa tendências. Mas, também, denuncia as ações da concorrência, desvendando novos ou potenciais competidores. Com ela é possível analisar situações, concretas ou simuladas, e escolher a ação de resposta mais adequada. Inclusive nos momentos de crise. A competente ferramenta de BI aponta para novos e lucrativos negócios. Mais do que isso, permite que a empresa analise e, se for o caso, reveja as próprias práticas de negócio, ajustando-a à realidade.
É possível passar sem uma ferramenta de BI? Claro! Sempre é. A questão é saber se vale a pena pagar o preço: a perda de competitividade.
Eduardo Lima é sócio-diretor da Aptus Tecnologia em Informação. ([email protected])

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