Aceb dá dicas de como evitar “calotes”

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Dados do Banco Central mostram que somente 10% das operações com cheque estão atrasadas por mais de 15 dias. Isso é reflexo da queda de inadimplência, que segundo comparação realizada pela Telecheque, em relação ao ano de 2005, foi de 20,81% em Alagoas, 14,23% no Mato Grosso, 7,43% no Rio de Janeiro e 4,07% em São Paulo. De olho nisso, a Aceb (Associação Comercial e Empresarial do Brasil) incentiva os empresários brasileiros a fazerem um planejamento e ficarem atentos a fim de caminhar com responsabilidade para o sucesso financeiro.

Apesar da maioria da população brasileira emitir cheques, não foi alto o número de cheques sem fundo em 2006. Esse resultado é satisfatório, pois demonstra que a consciência dos brasileiros tem aumentado, no que diz respeito ao controle das finanças. “Isso é bom para os empresários, que esperam o bom senso de quem compra os produtos e/ou contrata os serviços. Emitir e receber cheques é sinal de compromisso. Espera-se que ambas as partes cumpram com o mesmo”, explica Roberto Gonçalves, consultor contábil da Aceb.

São inúmeras as razões possíveis para este fenômeno. Uma delas é que a movimentação de cartões de crédito cresceu 25% em 2006, ganhando espaço com relação ao pagamento com cheque. Outro fator é o sistema de consulta ao SNPC. “Essa ferramenta é de grande utilidade, principalmente para o meio empresarial, pois por meio dela é possível verificar se a pessoa é de confiança, se não tem o nome junto a órgãos como o Serasa e SPC e se o cheque não é roubado”, afirma Roberto.

Embora esses sistemas de consulta sejam eficazes, eles não dão garantia nenhuma aos empresários de que realmente irão receber pelos serviços. Por isso, o consultor acrescenta que uma alternativa para evitar transtornos, pode ser mesmo o cartão de crédito. “O uso do cartão é um dos meios mais seguros para os micro e pequenos empresários, pois a responsabilidade da cobrança é da administradora do cartão. Como a taxa de administração do cartão é de apenas 5%, convém que o empresário opte por essa ferramenta. Se receber um cheque sem fundo, acaba gastando mais para cobrar o cliente e pagar as taxas do banco, por exemplo”, acrescenta. Portanto, apesar da queda da inadimplência no setor, os empresários devem ficar atentos.