Alavancando a implementação da SOA

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Mercados globais dinâmicos, alta expectativa do cliente e mudanças de procedimentos continuam exigindo novas demandas e acarretando em oportunidades nas organizações. A maioria das empresas é pressionada a reagir rapidamente a estas mudanças constantes nas condições de negócios e pode ser compelida a implementar estratégias como: expandir ou globalizar e integrar de forma ágil negócios adquiridos, formar alianças e parcerias e sincronizar atividades agilmente ou atualizar o mercado com novos produtos e serviços.

Com estas estratégias de negócios, os sistemas de TI podem se tornar mais flexíveis e adaptáveis do que nunca. Para administrar tudo isso são necessários processos de negócios que possam ser monitorados e analisados para assegurar que é possível identificar oportunidades para otimizar e garantir o cumprimento de acordos de níveis de negócios.

As empresas fazem um altíssimo investimento no desenvolvimento destes sistemas para administrar os complexos processos de negócios que oferecem uma vantagem competitiva única. Se o usuário não puder contar com a performance e a confiabilidade destes sistemas, ele não terá disponível a flexibilidade necessária para dar suporte aos processos de negócios. Além disso, pode existir redundância na funcionalidade dos diversos sistemas da organização.

Mudar este cenário exige que se melhore estas aplicações para que se possa acessar dados mais rapidamente, além de aprimorar o tempo de resposta. Isso só é viável redesenhando e substituindo as aplicações de legados existentes. Por isso, deve-se avaliar a possibilidade de recriar a lógica e os processos que foram desenvolvidos para suprir as necessidades da organização. O risco, custo e tempo valem a pena para melhorias teóricas na eficiência do negócio.

Imagine ser capaz de definir os processos e transformar os sistemas existentes em serviços flexíveis reutilizados e redesenhados para suprir as necessidades de hoje e do futuro. Este cenário é possível desde que se modernizem as aplicações existentes.

Para obter vantagem competitiva, é necessário alinhar tecnologia com os objetivos de negócio. Para as companhias, isso se torna realidade com a arquitetura Orientada a Serviço (SOA), que torna a infra-estrutura das aplicações compatíveis com as open standards.

Esta estratégia de TI ajuda as empresas a organizarem funções ou processos discretos contidos em suas aplicações de serviços standards-based e interoperáveis. Alguns benefícios da implementação do SOA são: aumentar produtividade, agilidade e velocidade tanto em negócios como em TI; disponibilizar serviços mais rápidos e mais alinhados com os negócios; melhorar a experiência do usuário; criar ambientes com o usuário que esconda a complexidade por trás da TI; alavancar sistemas de legados, evitando os riscos de substituição; e simplificar a integração.

Ao adotar o SOA, os dados e a funcionalidade de aplicação, assim como os serviços definidos, darão, rapidamente, suporte aos processos que tornarão os negócios mais competitivos, valiosos e rentáveis. Vale ressaltar ainda que, uma vez que a companhia decidiu adotá-lo, não é preciso fazê-lo de uma única vez. Na verdade, o melhor é implementá-lo passo a passo:

– Analisar e entender os processos para identificar redundâncias e áreas de melhorias.

– Definir os serviços necessários para dar suporte aos seus processos.

– Mapear serviços que existem nos sistemas atuais e permitir essa funcionalidade.

– Identificar o que é preciso construir do zero e usar um desenvolvimento orientado a serviços.

– Implementar um Enterprise Service Bus para orquestrar serviços que possam ser usados e reusados.

– Considerar Integração Semântica de Dados para agregar valor ao negócio com uma visão única.

– Compor e disponibilizar rich applications para usuários finais.

– Gerenciar e direcionar seu ambiente SOA.

Resumidamente, mudar condições de negócios significa que a empresa precisa ser flexível e adaptável às estratégias de TI escolhidas para implantar. O maior desafio é como decidir alavancar suas aplicações de missão crítica existentes. Especialmente porque o custo e risco para substituí-las provavelmente serão altos. Para tirar vantagens de sistemas legados existentes e reutilizá-los, as companhias devem considerar seriamente uma estratégia SOA.

Joe Gentry é vice-presidente de Enterprise Transaction Systems da Software AG.