AMD divulga estudo do acesso e uso da Internet

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O Global Consumer Advisory Board (GCAB) da AMD divulgou um novo estudo, intitulado Charting and Bridging Digital Divides, que compara e sintetiza pesquisas sobre divisão digital – o gap entre aqueles que podem acessar e usar as tecnologias de informação e comunicação e aqueles que não têm acesso – em oito países, conduzidas nos últimos 10 anos. A principal descoberta do estudo é que enquanto a exclusão digital vem caindo nos Estados Unidos e em outros países, alguns aspectos específicos estão aumentando ou se estabilizando em muitos lugares. Especificamente, existe uma “divisão por sexo” na Alemanha e na Itália e há uma “divisão por idade” substancial na Coréia do Sul.
Enquanto muitos consideram os Estados Unidos como líderes de tecnologia no mundo, o país está defasado em relação a algumas nações desenvolvidas em muitos aspectos importantes do acesso e uso da Internet. Por exemplo, o Japão ocupa a liderança mundial no acesso à Internet Móvel e a Coréia do Sul domina o segmento de conexões em banda larga. O estudo também sugere que a exclusão digital se deve tanto a fatores sociais como tecnológicos. Além disso, o acesso à Web não significa o uso informal da Internet.
Na pesquisa sobre o acesso e o uso da Internet no México, o GCAB constatou que existe uma carência de informação sobre como os mexicanos utilizam a Internet no dia-a-dia. Talvez um indicativo da complexidade da exclusão digital, outra das principais descobertas do estudo é que não há um padrão único e global para
medir a utilização e o crescimento da Internet.
O GCAB compilou o estudo para entender como ampliar o acesso das tecnologias de informação e de comunicação para mais pessoas em todo o mundo. O estudo examinou pesquisas de agências do governo, de instituições acadêmicas e de organizações de política internacional sobre o acesso e uso da Internet em países como China, Alemanha, Itália, Japão, Coréia do Sul, México, Reino Unido e Estados Unidos.
Utilizando esta estrutura, o estudo revelou que não há uma única divisão digital, existem várias. Por exemplo, em alguns países desenvolvidos, como Estados Unidos, Reino Unido e Japão, a divisão por sexo está se reduzindo com o aumento da porcentagem de mulheres que começam a utilizar a Internet. Entretanto, as mulheres ainda estão com pouca representatividade na China, na Alemanha, na Itália, na Coréia do Sul e no México.
No geral, enquanto a exclusão digital está reduzindo nos países desenvolvidos, em alguns países em desenvolvimento a situação é inversa – ainda que mais pessoas tenham acesso à Web. Isto porque, como cada vez mais a população pobre ou as mulheres estão se conectando, elas ainda estão usando a Internet com menor freqüência do que os que tradicionalmente melhor se conectaram, como os mais ricos ou os homens.
O estudo conclui que uma difusão desigual e o uso da Internet são moldadas pelas – e estão moldando – desigualdades sociais. Enquanto a divisão digital acontece na interseção das diferenças sociais internacionais e intranacionais, tecnológicas e lingüísticas, ela também provoca impactos profundos na reprodução da desigualdade social.