Até que a morte as separe

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Autor: Almir Meira Alves

 

Dizem que um longo namoro pode dar em casamento. No caso da Microsoft e da Novell, o matrimônio foi assinado. O casamento une duas famílias muito influentes e tradicionais do mundo da informática. De um lado, a família Novell, que já foi a maior do ramo de softwares para redes, sendo celebrada até hoje por seus desenvolvimentos do passado. Durante um período tumultuado, provocado pelo crescimento do Windows no mercado de redes, a Novell passou por problemas financeiros e quase quebrou.

 

A Novell reergueu-se apostando em soluções corporativas para redes e na compra do Suse, uma distribuição do sistema operacional Linux, para o qual dá suporte para as versões corporativas.

 

Já a Microsoft sempre foi líder no mercado de sistemas operacionais. Após o desenvolvimento do Windows NT, a Microsoft entrou forte no mercado corporativo e de redes, onde mantém bom posicionamento até hoje. No ramo dos sistemas operacionais para desktops, a Microsoft sempre teve amplo domínio e, ainda hoje, controla mais de 80% do mercado com suas versões do Windows XP e Vista.

 

Esse histórico aponta para uma união feliz e interessante, pois a Microsoft, compradora e investidora no negócio, passa a ter acesso a toda a tecnologia de redes desenvolvida pela Novell. A grande questão sobre essa fusão fica em relação ao Suse Linux, pois a Microsoft passa a ser dona de uma das versões mais populares e amigáveis do seu principal concorrente.

 

Nessa hora, muita especulação surge. Desde a possibilidade de a Microsoft encerrar o projeto de desenvolvimento do Suse Linux (o que a própria Microsoft negou), até a possibilidade de usar o desenvolvimento do Suse para resolver alguns problemas que existem no Windows Vista. A segunda opção seria muito interessante para o mercado, que se queixou dos problemas apresentados pelo Windows Vista.

 

Outra hipótese é a possibilidade de a Microsoft usar a Novell para desenvolver um sistema operacional comercial baseado no Suse Linux, mas diferente da versão Enterprise, que atualmente é comercializada pela Novell e para a qual dá suporte. Essa possibilidade combina com a estratégia comercial da Microsoft.
Uma coisa todos os analistas e especialistas do mercado podem dizer: todos estão de olho nessa fusão, pois ela pode abrir uma nova perspectiva para a área de softwares para servidores corporativos.

 

Quais frutos esse casamento vai render, ninguém sabe ao certo, mas novamente a Microsoft conseguiu balançar o mercado de informática. Talvez essa iniciativa seja a resposta ao lançamento do Linux da Oracle, mas isso é assunto para o próximo artigo.

 

Almir Meira Alves é professor de redes de computadores e telefonia IP da FIAP – Faculdade de Informática e Administração Paulista e da Faculdade Módulo.

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