BPM traz vida nova ao BI

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Anos de experiência com volumes cada vez maiores de dados e informações ensinaram à indústria o valor do Business Intelligence. Apesar disso, continuam existindo muitas dúvidas em relação à qualidade da informação, levando à percepção de que mesmo com ferramentas de BI, os dados podem apresentar diferentes versões da verdade sobre os negócios.


As empresas analisam eventos e tomam decisões com base no que aconteceu no passado, no que está acontecendo agora e na probabilidade do que vá acontecer no futuro. As soluções de BI tradicionais não permitem dar a devida atenção aos processos de negócio, com arquiteturas que não apresentam uma infra-estrutura de integração entre esses períodos de tempo. Dessa forma, divide-se o processo analítico natural em três sub-processos não conectados entre si. Em vez de analisar passado, presente e futuro como um fluxo, sem rupturas, os usuários têm que lidar com ferramentas, processos, metodologias e dados segregados.


Uma mudança estrutural nesse sentido permitiria às soluções de BI questionar a seus usuários não mais o que eles desejam, mas sim para que desejam determinados dados. Soluções focadas no passado, por exemplo, tornam a ferramenta de BI simplesmente um agregador de dados históricos, e não um fornecedor de inteligência real e competitiva para o negócio.


E isso se torna problemático sobretudo porque dados históricos cada vez mais passam a ser vistos como algo irrelevante, graças ao aumento da velocidade em que as coisas acontecem no ambiente corporativo. O que interessa é a execução, a rápida adaptação às mudanças em curso. Apesar disso, relatórios operacionais, focados no passado imediato – o chamado tempo real – são ainda algo fora do domínio do BI tradicional, e ferramentas de previsões e análise preditiva não têm ampla aceitação ou adoção no mercado.


Isso cria uma situação paradoxal: o BI tradicional ainda é visto como solução essencial, mas sua utilização vai perdendo importância. Ao mesmo tempo, o BI operacional e as soluções preditivas ainda não conseguiram preencher essa lacuna deixada pelo BI tradicional nas corporações. É preciso compreender que o dado por si só não representa nada, se não puder ser coletado, filtrado, armazenado, transformado, agregado e apresentado da forma adequada a quem precisa de informação.


Uma visão mais apropriada em relação ao BI é a que leva em conta que ferramentas de Business Intelligence precisam ser usadas no contexto dos processos de negócio. Uma plataforma de BPM (Business Process Management) realça o BI, alimentando-o com novos tipos de análise e capacidades de governança superiores. A integração sinérgica entre BI e BPM leva a benefícios como:


– maior flexibilidade aos processos de negócios, facilitando consequentemente a análise de dados e informações estratégicas;


– usuários podem relacionar o BI a processos de negócios;


– arquiteturas de TI podem agrupar ilhas de dados e oferecer visibilidade aos processos end-to-end para usuários de negócios, sem rupturas;


– analistas de negócio podem investigar e documentar as necessidades por relatórios. Assim eles podem perguntar aos usuários o que querem dos relatórios e então apresentar a informação de maneira mais clara;


– gerentes de projetos podem instituir pontos de verificação durante o ciclo de vida do projeto, a fim de assegurar a qualidade dos dados;


– apoio à tomada de decisões em tempo real.


O BI não oferece potencialidades analíticas e de tomada de decisão verdadeiras se não for capaz de prover análises transparentes, ligação com processos de negócio e dados de governança. A combinação de BI com BPM cria e implementa processos de negócios “mais inteligentes”, que não só monitoram e disponibilizam a informação, mas são capazes de antever a necessidade de tomada de decisão, fornecendo somente a informação correta e precisa.


E com operações cada vez mais complexas no ambiente global, aumenta também a necessidade das corporações por soluções de BI que cheguem ao nível de detalhe do negócio, ou seja, soluções que estejam embutidas dentro dos processos essenciais do negócio. Se seu BI não traz combinações com BPM, então sua empresa deve reavaliá-lo.


David Fernández é diretor comercial da InfoBuild Brasil, especializada em soluções de BI e integração de aplicações.

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