Brasil é o último em entregabilidade

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A cada 10 e-mails marketing enviados no Brasil, apenas seis chegam à caixa de entrada dos usuários. As demais mensagens são consideradas spam ou se perdem, após serem bloqueadas pelos provedores, que cada vez mais investem no refinamento de seus filtros. O resultado é que o país está na última colocação do ranking de entregabilidade, elaborado no estudo “Relatório de Benchmark de Entregabilidade 2014” da Return Path.
No topo da lista, composta por nove países, Austrália e Alemanha aparecem empatadas com 89% das mensagens entregues, seguidos por Reino Unido e Estados Unidos (87%), França (84%), Canadá (83%), Itália (81%) e Espanha (76%). A média global de entregabilidade é de 83%. “Apesar de observarmos uma evolução positiva em ações de e-mail marketing que já se beneficiam das melhores práticas e métricas de performance, o mercado de e-commerce brasileiro tem crescido rapidamente e há novos players a cada dia, que muitas vezes desconhecem as soluções disponíveis para a eficiência das campanhas”, explica Louis Bucciarelli, country manager da Return Path no Brasil. “O estudo é uma forma de mostrar o cenário e revelar o quanto as empresas podem evoluir em termos de desempenho ao acompanhar os números e desenvolver uma estratégia apropriada para este canal”, completa.
 
Ao customizar a pesquisa por setores da indústria e do comércio, a empresa constatou que as empresas ligadas a saúde e beleza são as que têm mais êxito em atingir o público alvo, com entrega de 96% das mensagens, enquanto as de software e internet são as mais prejudicadas, com apenas 43% de taxa de entregabilidade. O estudo também mostra, como exemplo, o sucesso da ação do Gmail em permitir que os usuários recebam mensagens de marketing em uma pasta e as pessoais em outra. “Fazer essa separação não desmotivou o engajamento. Ao contrário, mostrou que o consumidor gosta de e-mails, mas ignora as mensagens comerciais quando estas estão misturadas com seus e-mails pessoais. Portanto, a inovação promovida pelo Gmail foi benéfica tanto para os remetentes, quanto para os usuários”, disse Bucciarelli.
 
Outro dado relevante diz respeito à expectativa no aumento do volume de e-mails marketing recebidos em época de compras do final de ano. O estudo mostra que o desempenho no período manteve a constância dos demais meses de 2013, pelo menos em campanhas legítimas.  Em novembro, pela primeira vez, mais de 50% dos e-mails foram abertos em dispositivos móveis.
O estudo da Return Path foi feito com base em mais de 490 milhões de e-mails comerciais enviados, com permissão, a consumidores de todo o mundo, entre maio de 2013 e abril de 2014. As estatísticas também consideraram o desempenho em mais de 150 provedores, na Europa, Ásia, Pacífico e Américas do Norte e do Sul.

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