Capital social e a construção de marcas

0
2



Autor: Salomão Casas

 

Um novo conceito tem se tornado o foco de discussões em fóruns, encontros, comunidades e congressos sobre internet e redes sociais – o capital social. Comparado à reputação que uma determinada marca ou empresa tem perante seus consumidores, o capital social é fundamental para a imagem das organizações, e a falta dele pode causar prejuízos incalculáveis.

 

Mas afinal como as marcas podem cuidar e manter em alta o seu capital social? Esta é uma tarefa difícil, sobretudo nos tempos da internet colaborativa. Neste momento da web, a informação não vem mais de uma única via; é criada por milhares de pessoas que dão mais valor à troca de experiências do que às propagandas “chapadas”, veiculadas nos meios tradicionais de comunicação. As empresas não podem mais se preocupar apenas em serem vistas em grandes outdoors e em comerciais nas mídias impressas e eletrônicas. Hoje, a internet está repleta de espaços onde as pessoas – consumidores de marcas – conversam sobre suas experiências de consumo, debatem, ditam tendências e sugerem melhorias. E é desse público, altamente qualificado, que as empresas querem e precisam se aproximar e serem reconhecidas.

 

Para conseguir este feito as empresas precisam mudar sua abordagem. Investindo unicamente em publicidade, as marcas acabam se tornando invasivas, “barulhentas” e tendem a ganhar a antipatia do seu público. Criar uma aproximação com usuários, de forma a escutar, conversar, participar, interagir em redes sociais é a nova forma das empresas aprenderem com seus consumidores.

 

As redes sociais foram desenvolvidas com base no conceito de interação e troca de experiência entre usuários. Elas estimulam a criação de laços e aproximam pessoas que talvez nem teriam a oportunidade de se conhecer fora do ambiente virtual. Com as redes sociais, a internet ampliou suas possibilidades de conexões e as informações ganharam inúmeros canais para se propagarem. As idéias, no ambiente online, são mais discutidas e repassadas rapidamente, ganhando força a cada clique ou post de comentários. A web desenvolveu grande potencial para mobilizar e transformar a sociedade a partir do momento que deu voz aos consumidores. E estes, por sua vez, se tornaram mais fortes à medida que se associaram a outros usuários que compartilham suas opiniões.

 

O capital social não é uma algo simples, para se adquirir do dia para a noite. É necessário um trabalho consistente de construção de marca, proximidade com o consumidor, excelência de atendimento e, principalmente, interatividade com seu público. No capital social, quanto mais você doa, mais você recebe em troca.

 

As marcas precisam apostar em um relacionamento mais pessoal com seus clientes, engajar, buscar entender as necessidades dos consumidores e supri-las, trocar informações com eles e, acima de tudo, criar empatia e credibilidade. Este é o segredo para o verdadeiro capital social.

 

Salomão Casas é diretor executivo do Drimio. ([email protected])