Cartões inteligentes ganham mercado

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Recente estudo da Frost & Sullivan sobre o mercado brasileiro de “Smart Cards” ou “Cartões Inteligentes” aponta que o número de unidades utilizadas saltará de 79.6 milhões em 2005 para 260.4 milhões em 2011. Durante esse mesmo período, a receita desse mercado deve crescer cerca de 34.2% ao ano, passando de US$ 139.3 milhões para US$ 344.8 milhões. Os cartões com linguagem SIM (Mobile Identity Subscriber), usado basicamente pelo segmento de telecomunicações, tendem a liderar, em 2011, esse mercado com o market share acima de 30%, tanto em número de unidades quanto de receita.

“Nos próximos seis anos, outros setores como o de finanças, transporte e governo também vão acelerar esse mercado. Grandes instituições bancárias tendem a perceber que seus clientes substituirão o uso de dinheiro e cheques por cartões e passarão a investir mais”, afirma Alejandra Etcharran, analista de pesquisa da Frost & Sullivan. “Hoje apenas 25% do total de terminais de auto-atendimento, os ATMs, estão preparados para trabalhar com a tecnologia de chip. Assim que houver a expansão dessa ferramenta, o número de cartões em transações bancárias aumentará”, completa.

E o fato do Brasil ser considerado o principal mercado de smart cards da América Latina, ele tem as melhores condições para ampliar o uso dessa ferramenta em projetos de governo, com base na tecnologia de autenticação digital. “Para isso, basta iniciativa dos governantes, o que em ano de eleição é um pouco mais complicado”, observa Alejandra.

De qualquer forma, embora o cenário seja positivo, o Brasil apresenta alguns entraves para a total expansão do uso de smart cards como os altos investimentos na implementação dessa tecnologia. Para a massificação desses cartões é preciso alterar terminais, leitoras e aprimorar as redes. A falta de conhecimento sobre os benefícios da tecnologia de smart cards, o clima de incerteza política devido às eleições e a escassez de padrões e de regulamentações também são obstáculos ao crescimento da utilização de cartões inteligentes. “Os desafios para esse mercado são: encontrar soluções de valor agregado que garantam a rentabilidade e o retorno de investimento nessa aplicação; estabelecer parcerias com o governo e players do mercado e desenvolver múltiplas aplicações em um mesmo cartão”, finaliza Alejandra.