CEOS estão otimistas

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Os CEOs (Chief Executive Officers) brasileiro estão otimistas com a economia do país e mais ainda com a capacidade de crescimento de seus negócios. Essa é uma das informações que a Gallup Consulting apurou em seu mais recente estudo, realizado no Brasil com 70 CEOs de multinacionais e empresas brasileiras, para detectar como eles estão avaliando o desempenho atual da economia, os próprios negócios e qual o grau de importância que atribuem às pessoas para o desenvolvimento das organizações.

 

Do total pesquisado, 49% consideram que a economia brasileira está melhor em 2008 em relação ao ano passado, enquanto 41% avaliaram como igual. Para 81% dos executivos, a empresa na qual trabalham terá um ano melhor ou muito melhor do que em 2007. A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e agosto deste ano.

 

De acordo com os entrevistados 66% do crescimento da empresa se dará de forma orgânica, 13% com novos mercados, 11% com novos produtos e 10% por aquisições. No entanto, a infra-estrutura (46%) e a falta de talentos (27%) são os principais inibidores do aproveitamento total do potencial de crescimento. Produtividade, inovação e capital são fatores citados em seguida como dificultadores da expansão do negócio. Para os CEOs, as pessoas representam 40% dos pontos fortes de uma empresa, seguidas por fatores como produto, distribuição e preço.

 

Melhor gestão – A melhoria da liderança é citada pela maioria como o foco prioritário para elevar a performance da gestão de pessoas nas organizações. Na seqüência, eles apontam políticas de motivação e maior compromisso da força de trabalho, além de estratégias de retenção de talentos como ações que devem ser melhoradas. Especificamente sobre a falta de profissionais no mercado, eles indicaram, respectivamente, o percentual de defasagem para os cargos gerenciais (67%), operacional (53%) e direção (51%). Avaliando suas companhias por departamento, os CEOs apontaram as áreas administrativa, de recursos humanos e de marketing como as de pior resultado, de acordo com o potencial produtivo.

 

Para todos os casos, consideram que medidas eficientes para reter seus talentos seja oferecer – nesta ordem – mais desafios ou novos projetos; melhor remuneração; investir no gestores de pessoas e em mais treinamentos, incluindo pós-graduação ou cursos no exterior. A maioria, no entanto, avalia a nova geração de profissionais como infiel e impaciente, apesar de perfil arrojado e ávida por novos desafios.

 

Foram ouvidos 70 executivos, dos quais 47% de empresas norte-americanas, com operação no país, e 33% gestores de companhias brasileiras. Outros 14 entrevistados representam empresas de outras nacionalidades e estatais brasileiras. Dos executivos participantes, 60% foram selecionados da lista das 500 maiores do ranking Exame e 10% da lista das 501 a mil maiores. Os 30% restantes foram selecionados de outros rankings de grandes empresas.