Cheques preocupam setor de eletroeletrônicos

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O final do ano é sempre uma época muito especial para os lojistas, já que sua chegada normalmente é sinônimo de aumento de vendas. Um dos segmentos mais procurados pelos consumidores entusiasmados com o recebimento do 13º salário, o ramo de eletroeletrônicos também é um dos mais suscetíveis à inadimplência. Por isso, os lojistas precisam ficar muito atentos. Pesquisa realizada no mês de outubro pela Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo, mostra que o segmento apresentou índice de cheques sem fundos de 3,96%, superior 80,82% em relação à média nacional, que foi de 2,19%.

“O apelo emocional e as campanhas promocionais são características muito fortes neste segmento. Desse modo, o consumidor, muitas vezes, acaba adquirindo um produto sem o planejamento adequado, baseado no desejo de consumo e no impulso, fatores que influenciam fortemente a inadimplência”, afirma José Antônio Praxedes Neto, vice-presidente da Telecheque.

Por vender produtos com alto valor agregado, os riscos de golpes com cheques roubados e fraudados neste setor também é bem elevado. Segundo estudo da Telecheque, do total financeiro de transações com cheques no ramo em outubro, as realizadas com roubados representaram 0,30%, enquanto no Brasil responderam por 0,07%. As transações com cheques roubados no setor foram 328,57% superiores. Já o índice de fraudes no segmento foi 33,33% maior em relação ao do país. As lojas de eletroeletrônicos registraram indicador de fraudados de 0,20% e a média nacional foi de 0,15%.

“A prevenção contra o recebimento de cheques roubados ou fraudados neste período do ano se revela ainda mais importante neste segmento se considerarmos o valor médio dos cheques recebidos pelas lojas do setor, 40,46% superior ao do país”, acrescenta Praxedes. De acordo com o executivo, em outubro o valor médio dos cheques emitidos para lojas de eletroeletrônicos foi de R$ 200,61. Já no Brasil ficou em R$ 142,82. Da totalidade das compras no setor, 81,7% foram pagas com cheques pré-datados, enquanto no Brasil o índice foi de 70,63%.