Cliente desconfiado

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A deterioração da percepção dos paulistanos para o momento econômico atual e em relação às perspectivas futuras fez com que houvesse, em março, uma queda do Índice de Confiança do Consumidor, ICC, apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, FecomercioSP. Após ligeira alta de 3,5% entre janeiro e fevereiro, o indicador retomou trajetória de declínio em março, com redução de 7,8% em relação ao mês anterior, chegando aos 125,8 pontos em uma escala de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total). Comparados com os 160 pontos registrados em março de 2013, o recuo foi ainda maior, de 21,4%. A marca é a pior desde janeiro de 2009, quando ficou em 125,2 pontos.
  
O movimento de retração foi constatado em todas as segmentações (renda, gênero e faixa etária), nas comparações mensal e anual. Os principais recuos, de fevereiro para março, foram entre os paulistanos com renda de até dez salários mínimos (-10,4%), entre as mulheres (-9,3%) e entre as pessoas com 35 anos ou mais (-8,7%). No caso das variações apuradas no ano (março de 2013 para março de 2014), houve certa homogeneidade, destacando-se os porcentuais constatados também entre as mulheres (-23,5%), entre quem ganha a partir de dez salários mínimos (-23,1%) e entre paulistanos com menos de 35 anos (-22,1%).