Comércio comemora Dia dos Namorados

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O comércio paulistano foi o grande presenteado no Dia dos Namorados. Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), a data registrou alta de 1,5% no faturamento em comparação ao ano anterior. Este resultado superou as expectativas dos comerciantes, que esperavam um crescimento de 0,4%. É importante ressaltar que em 2006 o dia dos namorados teve queda 2,6% nas vendas.
O cartão de crédito foi a forma de pagamento preferida por 55% dos consumidores, seguida pelos pagamentos à vista (30%). Estes dados vão na contramão do que o consumidor manifestou na pesquisa realizada antes da data: 68% queria fazer seus pagamentos à vista (dinheiro, cheque e cartão de crédito) e 27% com cartão de crédito.
Dentre todos os segmentos, o que teve melhor resultado foi o de semiduráveis, que engloba produtos de vestuário e calçados, com aumento de 1,6%. Já no de produtos duráveis, como eletrônicos em geral, o incremento nas vendas foi de 1,3%. Os dois resultados superaram as expectativas dos comerciantes, que esperavam uma queda de 0,9% nas vendas de produtos duráveis e alta de 1,1% nos semiduráveis. Já os estoques ficaram iguais aos do ano passado em 46% das empresas pesquisadas.
Quanto as estratégias utilizadas pelos comerciantes para atrair clientes, a pesquisa indicou que 68% deles não realizaram nenhum tipo de promoção, contra 32% que realizaram. Destes, 47% ofereceram descontos especiais. Além disso, 62% das empresas pesquisadas, não investiram em nenhum tipo de ação publicitária.
O Dia dos Namorados é a terceira melhora data de vendas para o comércio, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. A data não representou quantitativamente uma nova oportunidade no mercado de trabalho. Segundo apurou a Fecomercio, a contratação de funcionários temporários não foi feita em 89% das empresas pesquisadas. Outras 11% realizaram admissões temporárias e desse número, 48% admitiram entre 3 e 4 empregados. A boa notícia é que dentre as empresas que contrataram, 84% pretendem efetivar os novos funcionários.