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Comércio diminui ritmo

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O faturamento do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo teve alta de 2,06% em fevereiro, ante o mesmo mês de 2004, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Com isso, o índice registra um crescimento acumulado no ano de 3,35%. A assessoria econômica da Fecomercio ressalta que, embora positivo, o resultado se dá sobre uma base relativamente fraca, já que o primeiro bimestre de 2004 foi o período do ano mais fraco para as vendas.
O comportamento do varejo, em fevereiro, foi marcado pela continuidade da expansão concentrada em alguns segmentos, enquanto outros registram quedas igualmente expressivas. Essa assimetria indica que o consumo está concentrado nos segmentos em que o crédito é determinante: facilidade de acesso, custo atrativo e prazos mais longos são eficazes na hora de atrair o consumidor. Por outro lado, os economistas afirmam que a forte expansão do crédito está baseada principalmente na confiança dos consumidores, que se mantém elevada. De acordo com pesquisa divulgada pela Fecomercio neste mês, esse nível alto de confiança está fundamentado nas expectativas da população de um futuro melhor em termos de renda e emprego.
Segundo a assessoria econômica, o comportamento dos supermercados demonstra que os setores que dependem mais do aumento efetivo do emprego e da renda não apresentam desempenho positivo. A manutenção desse cenário de crescimento com base na expansão do crédito e pela alta confiança, dizem os economistas, será o crescimento do nível de endividamento e inadimplência. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Fecomercio apontou em fevereiro, pelo terceiro mês consecutivo, um aumento dos consumidores endividados com contas em atraso, que passou de 33% em dezembro para 45% neste mês. Para a assessoria econômica, ainda é cedo para saber se esse aumento é apenas sazonal ou uma tendência, mas os indícios parecem apontar para uma degradação na capacidade de pagamento do consumidor, para a qual a trajetória de alta da Selic também é fator decisivo.

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