Como dar crédito, sem crédito?

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Todos os dias nas rádios, televisão, revistas, jornais e Internet são mostrados dados sobre a dificuldade do País em sua atual situação econômica. Não por menos, os brasileiros se preocupam e se desmotivam, resultando na diminuição das compras, adquirindo aquilo que é apenas necessário, bem como na confiança de uma melhora ou de consumo. Mas, como isso seria possível se a própria condição do crédito também não é favorável, que poderia incentivá-los? “Um dos fatores primordiais para que as pessoas tomem crédito é a confiança, elas precisam estar seguras de que manterão seus empregos e sua renda para se endividar”, comenta o diretor do núcleo de estudos e pesquisas econômicas da GS&MD – Gouvêa de Souza, Eduardo Yamashita.
Se em qualquer momento a fidelização e conquista dos clientes é importante, em situações como essas são essenciais. Uma questão de sobrevivência para as empresas. Afinal, se os negócios não procurarem manter o engajamento dos clientes, o mercado corre perigo, já que a confiança do público é fundamental para que o consumo aconteça de maneira positiva. “Manter a consistência nas iniciativas de relacionamento é fundamental para que, mesmo em um período de baixa confiança, o cliente continue a ter consideração no seu negócio”, explica Yamashita. Principalmente, nos segmentos de semiduráveis, como vestuário, calçados, livrarias, que sofrem um impacto parcial, devido a uma parcela relevante das vendas ser baseada no crédito. Ou para o setor de bens duráveis – eletrodomésticos, eletroeletrônicos, veículos, materiais de construção etc., em que o impacto é ainda maior, já que dependem mais do uso dos créditos.
Porém, independente do atual momento crítico, o próprio comportamento do cliente de hoje já mantém o relacionamento mais fragilizado. De acordo com o executivo, por ele ter acesso a mais informações e a uma maior quantidade de empresas, estimula com que experimente mais produtos e serviços, tendendo a ter um vínculo menos fortalecido com os negócios. “A consistência de atuação no relacionamento com os clientes é fundamental para a construção de uma forte fidelização.” Para isso, é mais do que necessário o desenvolvimento de novas formas que estimulem o bom relacionamento com o consumidor, podendo diminuir o impacto da baixa confiança no mercado.
Nesse instante em que a pessoa se mostra mais crítica com aquilo que ela passa a consumir, não resta aos empreendedores senão conhecer o seu público a fundo, ter noção de como pensa, o que deseja e seus anseios. “Agregar serviços aos seus produtos ou lojas pode ser uma boa estratégia para quebrar a resistência de consumidores. O empresário deve criar novos motivos para o cliente ir à loja, seja com um evento ou uma campanha de ativação de marca”, afirma o executivo. “Apesar do cenário adverso, acredito que se houver uma sinalização clara de mudança de rumos da economia há um forte potencial para alavancar a confiança dos consumidores.”

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