Confiança do consumidor cai 3,7%

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O consumidor da região metropolitana de São Paulo está mais pessimista em relação às expectativas quanto à situação econômica futura. É o que demonstra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, que teve queda de 3,7% em abril, em comparação a março, registrando 133 pontos em uma escala que vai de 0 a 200. No comparativo com igual período do ano passado, quando o ICC atingiu 142 pontos, houve retração de 6,3%.

O resultado do ICC foi influenciado pela variação negativa do Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que ficou em 135,2 pontos (o que representa queda de 5,4% ante o mês anterior), e pela queda do Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que apresentou redução de 0,8% em relação a março, com 129,8 pontos.

Segundo o presidente da Fecomercio, Abram Szajman, a pesquisa demonstra o cenário atual da limitada capacidade de compra do consumidor. “A retração do ICC deixa claro que a tímida expansão da renda tem reduzido o poder de compra do brasileiro, que já se encontra altamente endividado”, diz. Para Szajman, se a percepção do consumidor não se alterar nos próximos meses é provável que o ICC apresente uma trajetória de queda mais acentuada daqui para a frente. Esse foi um dos fatores que contribuíram para a retração no Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que também foi influenciado pelo maior pessimismo quanto à situação de sua família daqui a 12 meses (queda de 3,7%).

Já a queda de 0,8% no Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA) é conseqüência da baixa confiança do consumidor com rendimentos inferiores a 10 salários mínimos no que diz respeito à atual situação de sua família. Isso ocorre em virtude do alto nível de endividamento do consumidor, o que compromete a renda e o impede de assumir novas dívidas.

Embora tenha apresentado queda de 4,7%, a confiança do consumidor masculino ainda está em um patamar elevado, com 136,9 pontos, enquanto as mulheres ficaram com 129,4 pontos, o que significa retração de 2,5%. Além do sexo, a idade também influencia na percepção do consumidor. Segundo o ICC, a confiança das pessoas com menos de 35 anos apresentou uma redução de 3,7%, atingindo 137,4 pontos. Apesar disso, manteve-se acima do nível de confiança dos consumidores de 35 anos ou mais, que registrou 126,3 pontos, queda de 3,1% em relação ao mês anterior.