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Consultores x redes sociais

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Autor: Marcos Peano

 

Na semana passada, recebi um e-mail de um parceiro reclamando que um consultor de minha empresa havia colocado uma dúvida no portal do grupo de clientes. Afinal, o consultor deveria prover respostas aos clientes e não perguntar para esses. Minha primeira reação foi a de enviar um e-mail ao chefe desse consultor, questionando os motivos, e pedindo para que ele não fizesse mais isso, a fim de evitar  prejuízos ao nome da empresa.

 

Recebi como resposta que o consultor em questão era Junior. Portanto, possuía dúvidas para as quais buscava esclarecimentos, mas que seria  instruído a não se expor desta maneira. Ao receber a resposta, percebi o quanto estava habituado à forma antiga de aprendizado. Apesar de presidente de uma consultoria, não entendia nada do que se passa nos processos de colaboração e gestão de conhecimento das novas gerações.

 

Sempre fui habituado – na verdade, ensinado – a buscar o auxilio de um livro ou manual, de um técnico ou professor. De alguma forma, alguém ou uma estrutura reconhecida, na qual poderia buscar o conhecimento que necessitava em meus projetos.

 

Somado a esse conhecimento, você iniciava uma vida profissional onde seria adquirida a “experiência prática”. O processo de adquirir conhecimento de forma continua, quando bem conduzido, faria de você um grande consultor. Esse conhecimento, era também, o seu grande ativo. Ele seria o seu diferencial em busca de  melhores posições no concorrido mercado de trabalho, e deveria ser protegido.

 

O advento das ferramentas de colaboração pela web mudou este processo. Hoje, a possibilidade de se colocar uma dúvida em um portal, blog, entre outros, e receber uma resposta adequada em tempo hábil é uma realidade. Os receios de uma “exposição de suas fraquezas” não existem. A busca pelo esclarecimento deve ser aberta, para que todos possam contribuir misturando o conhecimento técnico e experiência prática de diversos colaboradores.

 

Nesse caso especifico, qual lugar seria melhor do que o portal do grupo de clientes? Afinal, os problemas não acontecem exatamente nos projetos desses clientes? Não seria importante que soubessem que dificuldades estão sendo discutidas e quais as diferentes soluções que estão sendo sugeridas?

 

Certamente, alguns problemas têm solução óbvia – alguém poderia dizer – e não nos cabe gastar tempo e atenção nesses. Será mesmo que até para as questões óbvias não podem haver soluções criativas? Será que podemos discutir quaisquer tipos de problemas ou alguém vai definir quais são importantes e quais não são?

 

Os portais de colaboração, por outro lado, deixam de forma mais clara a participação dos diversos consultores na solução dos problemas. A partir do andamento das discussões, é possível observar as diversas contribuições que são dadas individualmente, podendo definir, ao final, mais claramente, aqueles que são consultores seniores.

 

Na realidade, minha conclusão sobre o episódio foi a de que eu tenho ainda que aprender a lidar melhor com as ferramentas de colaboração, e que um grande processo de change management será necessário para que eu possa entender melhor a nova forma de trabalho desta nova geração.

 

Marcos Peano é presidente da BBKO Consulting.

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