Consumidor teme o futuro

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O humor do consumidor da capital paulista fica estável em julho, mas as expectativas quanto ao futuro sofrem queda, segundo apurou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Na comparação com o mês anterior, o ICC não teve alteração, ficando em 130,4 pontos. No entanto, um dos indicadores que o compõe, o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), teve queda de 0,8%, com 123,6 pontos, o que indica que há um certo pessimismo do paulistano com relação ao futuro. O resultado do ICC explica-se pela atual situação econômica e pela estabilidade dos indicadores de emprego e renda na região metropolitana de São Paulo. Já a avaliação do público sobre sua situação econômica atual, apurada pelo Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), teve alta de 1% na comparação com o mês anterior, e alcançou 140,6 pontos.


Na análise por faixa de renda, a confiança do consumidor com ganhos inferiores a 10 salários mínimos registrou elevação de 1,6%, no contraponto julho a junho, situando-se em 124,6 pontos. O ICEA registrou alta de 2,5% e atingiu 133,4 pontos, enquanto o IEC registrou queda de 0,8% e chegou a 118,7 pontos. Os consumidores com rendimentos superiores a esta faixa estão menos confiantes, tanto no presente, quanto no futuro: baixa de 2,9% (133,4 pontos) no IEC e de 0,9% no ICEA, chegando a 154,7 pontos.


Na avaliação por sexo, os homens se mostraram menos esperançosos tanto em relação ao presente, quanto ao futuro: baixa de 1% (127,6 pontos) no IEC e de 0,3% (141,8 pontos) no ICEA. Na segmentação por faixa etária, o grupo com mais de 35 anos computou elevação de 2,2% (127,1 pontos) no ICC, isso porque sua avaliação sobre o futuro (IEC) registrou elevação de 2,1% (122,4 pontos), e no que se refere a situação atual (ICEA), houve aumentou 2,4% (134,3 pontos) – ambos na comparação com junho.