Cresce 2,4% o faturamento do varejo

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O faturamento real do comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo encerrou o primeiro trimestre de 2006 em alta de 2,4%, ante os três primeiros meses de 2005. O resultado, no entanto, é modesto, diante da taxa de 4,9% do bimestre. As informações são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Segundo o levantamento da entidade, a desaceleração reflete o recuo de 2% nas vendas de março deste ano em relação a igual período de 2005 e interrompe uma série de oito meses consecutivos de taxas positivas dentro da mesma base de comparação. Em relação a fevereiro, o faturamento real avançou 8,9%.

“O resultado obtido em março aponta para redução no volume global das vendas e sinaliza que o varejo, embora ainda desfrute das mesmas condições positivas dos cenários econômicos interno e externo, não consegue ampliar o desempenho geral”, afirma o presidente da Fecomercio, Abram Szajman. A entidade, no entanto, ressalva a influência da base anterior de comparação no comportamento trimestral do varejo. Com exceção do mês de maio, sazonalmente forte, março de 2005 registrou o maior volume de vendas do primeiro semestre do ano passado, com alta de 8,1% sobre o mesmo mês de 2004. Além disso, as vendas aumentaram em oito dos nove grupos pesquisados.

Na comparação com março de 2005, quatro ramos venderam mais no terceiro mês deste ano: vestuário, tecidos e calçados (7,7%); farmácias e perfumarias (7,2%); autopeças e acessórios (2,4%) e material de construção (2,2%). Os demais fecharam o período em queda.

Segundo a Federação do Comércio, o cenário atual – no qual se observa nível geral de vendas em patamar razoável, mas com oscilações decrescentes – tende a prevalecer, pelo menos ao longo deste primeiro semestre, caso não ocorram mudanças na política de gastos públicos.