Cresce adesão ao código eletrônico de produto

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O Código Eletrônico de Produto (EPC) – padrão que utiliza tecnologia de identificação por radiofreqüência (RFID) – foi desenvolvido nos Estados Unidos há cerca de quatro anos. Em face dos resultados iniciais animadores, o EPC foi adotado por uma grande rede varejista que passou a exigi-la dos principais fornecedores. No Brasil, os testes com o EPC começaram há dois anos, com o estudo da tecnologia e o envolvimento de algumas empresas. A responsável pela padronização da etiqueta eletrônica no País é a GS1 Brasil – organização sem fins lucrativos que também administra a numeração do código de barras. A entidade é ligada à EPCglobal, responsável mundial pelos trabalhos com a tecnologia.

Hoje, o Brasil é o país mais bem colocado na América Latina entre os associados à EPCglobal, com 13 empresas participantes. São elas: Grupo Pão de Açúcar, Seal Technologies, RR Etiquetas, Torres Etiquetas, Acura Technologies, Genoa, JM Etiquetas e Sistemas, Provectus Tecnologia, Edata, Intermec Inc, Symbol Technologies, Idea Tech e Flamboiã. Na seqüência vêm Argentina e Colômbia. No mundo, o País ocupa a 13º posição. A previsão é que até o final deste ano 50 empresas façam parte do grupo brasileiro de testes.

Para avançar na implantação do sistema no País, a GS1 Brasil criou o Grupo de Trabalho EPC, que promove seminários e encontros periódicos para estudo e discussão da tecnologia. Segundo Matsubayashi, a fase de conhecimento está quase no final, o próximo passo é a criação de projetos-pilotos entre fornecedores, distribuidores e varejistas. “Os testes aqui estão bastante avançados, porém não podemos prever quando a tecnologia estará totalmente implantada. Na área logística acreditamos que, no máximo, em cinco anos o EPC já atinja massa crítica para permitir total integração”, diz Matsubayashi.

Com o EPC, cada item tem o próprio número individual codificado em uma etiqueta de radiofreqüência (RFID). Os leitores fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde o item está e em quais condições, comunicando-se com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança que protegem esses dados. Com isso, consegue-se a identificação automática e a visibilidade total dos produtos na cadeia de suprimentos.

A utilização do novo sistema oferece uma série de benefícios, como a leitura de itens sem a proximidade do leitor, permitindo, por exemplo, a contagem instantânea de estoque; a melhoria das práticas de reabastecimento com eliminação de itens faltantes e/ou com validade vencida; identificação da localização dos itens em processos de recall; a verificação imediata dos produtos nas prateleiras ou no “carrinho” do varejo.

“A adoção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de suprimentos. Além de agregar rapidez às transações comerciais e armazenar uma quantidade maior de dados do produto, a tecnologia permite, ainda, a total rastreabilidade das operações”, destaca Roberto Matsubayashi, gerente de Soluções de Negócios da GS1 Brasil.